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O programa Women’s Voice and Leadership, Aliadas (WVL-Aliadas),implementado pelo Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) e financiada pelo Governo do Canadá, foi, recentemente, relançado com objectivo de consolidar movimento feminista em Moçambique.
Na cerimónia do lançamento, a directora do programa WVL-Aliadas, Paula Monjane referiu que o programa reaparece num cenário interno e externo cada vez mais complexo o que, de certa forma, exige abordagens estratégicas e inclusivas.
“Vamos dar atenção especial às mulheres em Cabo Delgado, mas também a grupos emergentes como mulheres LGBTQI+, jovens urbanas e rurais”, declarou Monjane.
Por sua vez, a directora executiva do CESC, Fidélia Chemane, apontou que a província de Cabo Delgado tornou-se prioridade à medida que o conflito se agrava.
“O programa não foi desenhado para contextos de guerra, mas tornou-se claro que não havia lugar mais urgente para o Aliadas do que Cabo Delgado”, disse.
A actuação no terreno incluiu, a primeira pesquisa nacional sobre mulheres deslocadas, sessões de terapia comunitária e apoio a traumas, bem como ações de solidariedade com metodologias feministas ajustadas à realidade local.
Refira-se que durante a Covid-19, o Aliadas lançou a plataforma Mulheres com Vida, que agrega mais de 120 representantes de colectivos feministas, uma experiência que reforçou a importância de articulação e resposta ágil, levando à criação do Observatório das Mulheres e Observatório do Feminicídio.



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