Afinal, ausências de Adriano Nuvunga foram devidamente comunicadas e autorizadas pelo tribunal

DESTAQUE POLÍTICA
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  • Há um revés no caso dos 219 milhões de meticais

A polémica em torno das alegadas faltas de Adriano Nuvunga, por duas vezes consecutivas nos dias 22 e 29 de Outubro, às sessões de julgamento do chamado “Caso dos 219 milhões” ganhou um novo capítulo. Informações recolhidas pelo Evidências junto de fonte próxima do director-executivo do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD) revelam que, afinal, as ausências do activista foram devidamente comunicadas e autorizadas pelo tribunal, contrariando as manchetes que circularam na semana passada em vários jornais da praça.

Evidências

O processo, que corre no Tribunal Judicial do Distrito Municipal KaMpfumo, em Maputo, voltou a ser adiado na quarta-feira, 29 de Outubro de 2025, depois de Nuvunga não ter comparecido pela segunda vez consecutiva às sessões.

O suposto “gazeteamento” de Adriano Nuvunga a duas sessões consecutivas do julgamento do “Caso dos 219 Milhões” não passou de um equívoco, ou, na pior das hipóteses, de uma narrativa distorcida alimentada pelos seus detractores.

Evidências apurou que, contrariamente ao que foi avançado ao longo da semana passada e que ganhou grande repercussão e até aproveitamento político, as ausências não resultam de desobediência judicial, mas sim de impedimentos previamente comunicados, aos quais o tribunal teria dado o seu consentimento formal.

“O Dr. Nuvunga comunicou atempadamente ao tribunal os motivos das suas ausências, e essas justificações foram aceites. Ele não está em incumprimento”, explicou a fonte ao Evidências, acrescentando que o activista “já recebeu uma nova notificação” para a próxima data marcada, 5 de Novembro.

Na semana passada, vários órgãos de comunicação social destacaram em manchete que Adriano Nuvunga teria ‘gazeteado’ o tribunal pela segunda vez, sugerindo que o activista estaria a ignorar as autoridades judiciais.

A ausência de esclarecimentos públicos imediatos alimentou especulações, incluindo rumores de que o director do CDD poderia ser alvo de medidas coercivas, como a emissão de um mandado de captura.

O “Caso dos 219 milhões” tem origem numa queixa movida por Albino Forquilha, presidente do PODEMOS, que acusa Nuvunga de difamação e calúnia, após o académico ter alegado publicamente que o político teria “vendido a verdade eleitoral” nas eleições presidenciais de 2024, a troco de um suborno de 219 milhões de meticais. No entanto, chamado a apresentar provas na procuradoria durante a instrução o activista alegou as ter perdido.

Na sessão adiada de quarta-feira, o porta-voz do PODEMOS, Duclésio Chico, manifestou o descontentamento do partido com a nova postergação:

“Isto para nós é preocupante, porque ele não está a comparecer. Dia 22 não compareceu, hoje também não compareceu. Esperamos que no dia 5 ele possa comparecer, para que haja um desfecho deste processo”, declarou Chico aos jornalistas.

Com o novo adiamento, o Tribunal Judicial de KaMpfumo marcou a próxima sessão de julgamento para 5 de Novembro, data em que Nuvunga deverá comparecer. O activista, segundo as informações recolhidas, pretende prestar todos os esclarecimentos exigidos.

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