CityLink reconhece imprudência do seu condutor, solidariza-se com vítimas e fala em responsabilização

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  • Sete mortos em novo acidente na Manhiça

A Estrada Nacional nº1 (EN1) voltou a registar um acidente mortal na Vila da Manhiça, um dos troços mais críticos do País para a sinistralidade rodoviária. O choque frontal entre uma viatura da transportadora CityLink e uma minibus Toyota Quantum provocou sete mortes no local, reacendendo o debate sobre a urgência de medidas estruturais para travar a onda de acidentes naquela via.

Evidências

Imagens captadas por câmaras de vídeo-vigilância mostram o momento em que o autocarro da CityLink tenta uma ultrapassagem mal-sucedida, invadindo a faixa contrária e colidindo violentamente com a Quantum que seguia em sentido oposto.

O vídeo, amplamente partilhado nas redes sociais, levantou forte indignação pública e pressionou a transportadora a reagir. A CityLink confirmou que o seu condutor adoptou uma manobra imprudente e manifestou abertura para colaborar com as autoridades na responsabilização.

“Expressamos os nossos sentidos pêsames às famílias das vítimas mortais e solidarizamo-nos com a passageira e o motorista que ficaram feridos. O caso está sob investigação e poderá culminar em responsabilização, dentro dos parâmetros legais”, afirmou Nunique Ringler, director de Recursos Humanos da empresa.

O responsável reconheceu que o comportamento registado nas imagens contraria os padrões operacionais da transportadora:

“O vídeo evidencia uma conduta negligente do nosso motorista. É um facto que motivará a abertura imediata de um processo interno para apuramento de responsabilidades e adopção das medidas disciplinares adequadas.”

A CityLink garante estar em contacto com as famílias das vítimas e com os feridos para garantir toda a assistência necessária. A empresa afirma ainda que o acidente levará a uma revisão profunda das suas práticas de formação:

“Neste momento, a prioridade é assegurar apoio às famílias enlutadas e aos sobreviventes. Este acontecimento leva-nos a intensificar a vertente comportamental nas formações e reciclagens, reforçando a componente técnica e de segurança que a nossa operação exige”, subscreve.

EN1 continua entre os corredores de maior risco

O trágico acidente reforça a reputação da Manhiça como um dos segmentos mais perigosos da EN1, frequentemente referido como “corredor de morte”. As autoridades distritais e nacionais têm vindo a anunciar medidas de controlo, mas os números continuam alarmantes.

Até Setembro deste ano, tinham sido reportados mais de 300 acidentes de viação no País, resultando em pelo menos 400 mortes, segundo dados oficiais.

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