Associação dos Profissionais de Saúde confirma greve nas morgues e hospitais

SAÚDE
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Cerca de duas semanas depois de o Município de Maputo ter refutado a existêncian de uma greve dos profissionais da morgue anexa ao Hospital Central, que chegaram a desligar frigoríficos e impedir o levantamento de corpos, a Associação dos Profissionais de Saúde, Unidos e Solidários de Moçambique (APSUM) veio a terreiro, esta segunda-feira, confirmar o que já se suspeitava: afinal, os funcionários das morgues estão mesmo em greve, que se estende aos demais profissionais.

Evidências

Em conferência de imprensa realizada na central de Maputo, Muchave esclareceu que a paralisação não é uma “greve silenciosa” motivada pelo 13º salário, cuja forma de pagamento já foi comunicada pelo Governo, mas sim uma mobilização por melhores condições de trabalho e pelo atendimento adequado à população.

“Mesmo com a oferta de 40% do 13º, a greve nas morgues, nos hospitais e em todo o país vai continuar até que seja atendido o pacote reivindicativo que garanta o bem-estar da população privada de serviços de saúde essenciais”, afirmou.

Segundo o porta-voz da APSUM, a maioria das morgues ainda não está a funcionar normalmente, e o retorno pleno dos serviços dependerá de negociações mais amplas sobre direitos e condições laborais.

“A narrativa que surgiu no fim de semana tenta minimizar a nossa luta, mas continuaremos firmes na defesa do 100% do nosso 13º e na protecção dos direitos de todos os profissionais de saúde”, reforçou Muchave.

Muchave acrescentou que os problemas enfrentados pelos profissionais de saúde afectam cerca de 80% das unidades hospitalares em todo o país. Por isso, defendeu a necessidade de responsabilidade institucional e ética pública, sugerindo que o ministro da Saúde considere colocar o seu cargo à disposição para preservar a confiança no sistema e na gestão dos serviços de saúde.

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