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As autoridades sanitárias moçambicanas registaram 169 óbitos por cólera nos primeiros nove meses de 2025, de um total de cerca de 40 mil casos da doença. A informação foi avançada pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse, durante a sessão de perguntas ao Governo na Assembleia da República.
O ministro destacou que a taxa de mortalidade actual da cólera no país é de 0,5%, um valor que se mantém abaixo da taxa de 1% recomendada como limite pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Isse, este índice demonstra que “a resposta ao tratamento da cólera é eficiente no nosso país”.
Apesar da eficiência no tratamento, o Ministro da Saúde revelou uma preocupação crucial: cerca de 70% do total de óbitos por cólera ocorreram na comunidade.
“Isto significa que há um problema sério de informação e comunicação”, constatou Ussene Isse, alertando que a doença mata se não for tratada a tempo.
O governante aproveitou a intervenção no Parlamento para lançar um apelo direto à população: “Queria aproveitar este palco para alertar e exortar ao povo moçambicano, informando que a cólera é uma doença que mata… por isso, apelo à população moçambicana, quando tiver cólera, diarreia, imediatamente ir à unidade sanitária para ser tratada”.
O Ministro Isse sublinhou que a chave para a maioria dos problemas sanitários reside na prevenção. O governante fez questão de desmistificar a origem da doença, afirmando que “ninguém traz cólera, a cólera não vem das mãos de ninguém, vem exactamente das nossas condições de higiene individual e colectiva”.
Para combater e prevenir a doença, o Ministério da Saúde recebeu cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas ao longo do ano em curso.



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