Confirmada viabilidade económica do projecto da linha de alta tensão Tete-Maputo

DESTAQUE ECONOMIA
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O relatório do estudo de viabilidade da linha de transporte de energia eléctrica de alta tensão Tete-Maputo, avaliada num custo estimado de 1.4 biliões de dólares norte-americanos, foi apresentado oficialmente em Maputo. Conduzido por um consórcio internacional liderado pela empresa Norconsult, o documento técnico valida a viabilidade económica e de engenharia para a construção daquela que será a futura espinha dorsal do sistema de transmissão Centro-Sul de Moçambique. O megaprojecto, que contará com cerca de 1.300 quilómetros de extensão e uma potência de 400 kV, servirá como o canal fundamental para evacuar a energia limpa produzida no Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa e noutras centrais de produção renovável localizadas na província de Tete.

Os resultados apresentados no relatório recomendam o desenvolvimento de uma rede principal baseada em, pelo menos, duas linhas de transporte de circuito único de 400 kV em corrente alternada, estruturadas em três fases de implementação designadas por corredores verdes um, dois e três. O desenho da infra-estrutura foi projectado para interligar directamente a região de Tete à de Maputo através de um corredor composto por múltiplas novas subestações.

De acordo com o Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, estas subestações não funcionarão apenas como pontos técnicos de conexão de rede, mas actuarão como pólos de atracção de investimentos e desenvolvimento industrial ao longo das regiões integradas no seu traçado.

Para além de viabilizar o potencial de geração renovável em larga escala, o projecto enquadra-se no Plano Director de Infraestruturas Eléctricas do Executivo e na estratégia nacional de transição energética. O objectivo é consolidar Moçambique como um centro energético de referência na África Austral, assegurando uma rota económica para o fornecimento de energia limpa e apoiando o processo de descarbonização regional. Na fase pós-construção, a gestão e operação de todo o sistema de transmissão serão transferidas para a tutela do Governo de Moçambique através da empresa pública Electricidade de Moçambique.

O financiamento para arrancar com a primeira fase do empreendimento já se encontra parcialmente assegurado pelo Banco Mundial e pelo Banco Africano de Desenvolvimento. Em paralelo, o Governo mantém conversações avançadas com o Banco Europeu de Investimentos, a União Europeia e outras agências financeiras internacionais para fechar a cobertura orçamental das etapas subsequentes.

O plano de implementação da linha integra ainda a realização de uma Avaliação de Impacto Ambiental e Social em estrita conformidade com os requisitos internacionais, prevendo a inclusão de processos de participação pública, um Quadro de Política de Reassentamento e um Plano de Desenvolvimento Comunitário para salvaguardar as populações residentes no corredor de transmissão

 

 

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