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O Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, assegurou que Moçambique está focado na gestão sustentável dos seus recursos naturais, no avanço da economia azul e no uso de tecnologias ambientalmente responsáveis para garantir o desenvolvimento socioeconómico. O pronunciamento foi feito na cidade de Hangzhou, na China, durante a abertura do 6.º Fórum Sino-Africano sobre Ciência e Tecnologia Marinha.
Na sua intervenção, o governante sublinhou o papel crucial do país face à transição energética global, alicerçado nas reservas estratégicas de gás natural, grafite, areias pesadas, terras raras e minerais críticos, afirmando convictamente que “Moçambique está a posicionar-se como um actor emergente na economia azul e na transição energética global”.
A estratégia governamental apresentada no evento internacional prioriza a preservação ecológica e o retorno social a longo prazo, em detrimento da mera extração massiva e imediata de matérias-primas. Estêvão Pale defendeu a necessidade de uma governação criteriosa dos activos ambientais e minerais.
“O verdadeiro valor dos nossos recursos não está apenas no subsolo ou no mar, mas na forma como são geridos para promover desenvolvimento sustentável,”disse.
Neste âmbito, o ministro partilhou com a audiência os progressos operacionais alcançados na exploração offshore de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma, destacando a plataforma Coral Sul FLNG e os futuros projectos mineiros como pilares para a estabilidade do mercado energético global e para a modernização da indústria interna moçambicana.
O Executivo aproveitou a plataforma bilateral na China para advogar por uma alteração estrutural no posicionamento dos países do continente africano nas cadeias de valor internacionais, apelando ao reforço mútuo nas áreas de monitoria ambiental, inovação e resiliência climática.
Ao abordar os eixos da Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Economia Azul, focada no fortalecimento costeiro e na investigação científica, o governante concluiu que não devemos participar na economia azul apenas como fornecedores de recursos, mas também como produtores de conhecimento, inovação e soluções sustentáveis.
O fórum, que junta decisores políticos, académicos e investigadores de topo, serve assim de palco para alinhar as políticas de exploração com as metas de protecção dos oceanos promovidas em parceria com o bloco asiático.



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