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O Governo e o Grupo Banco Mundial anunciaram, esta segunda-feira, uma renovação estratégica da sua parceria que prevê mobilizar 10 mil milhões de dólares norte-americanos nos próximos cinco anos. O novo Quadro de Parceria com o País (CPF), desenhado para o período 2026-2031, coloca a criação de “mais e melhores empregos” como o pilar central para garantir a estabilidade e a dignidade da população moçambicana.
O anúncio oficial ocorreu após uma audiência concedida pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, ao Diretor de Divisão do Banco Mundial em Moçambique, Fily Sissoko. Do montante total previsto, estima-se que 6 mil milhões de dólares sejam canalizados para investimento público, através de financiamento concessional e subvenções, enquanto os restantes 4 mil milhões de dólares deverão ser mobilizados junto ao sector privado.
A estratégia está estruturada em três pilares fundamentais que visam transformar o potencial económico do país em resultados tangíveis, o primeiro foca-se no investimento em infra-estruturas essenciais e no desenvolvimento de competências técnicas, o segundo pilar dedica-se à melhoria do ambiente empresarial, através de reformas fiscais que assegurem a estabilidade macroeconómica e a restauração da sustentabilidade da dívida pública. Por fim, o terceiro pilar prioriza o desenvolvimento de sectores estratégicos como energia, agronegócio e turismo, especialmente ao longo de corredores económicos, com o objectivo de gerar oportunidades de trabalho para jovens e mulheres.
Para garantir que a estratégia se traduza em acções imediatas, as partes lançaram um processo de planeamento operacional anual. Este mecanismo visa acelerar a execução dos projectos e orientar os recursos para as áreas de maior impacto económico, respondendo também à necessidade de proteger os meios de subsistência e reforçar a resiliência das comunidades afectadas pelos recentes choques climáticos que atingiram o país.



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