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CDD afirma que detenções na LAM são apenas o começo e exige investigação dos poderosos

DESTAQUE POLÍTICA
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O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) considera que as recentes detenções de gestores da LAM – Linhas Aéreas de Moçambique são um sinal positivo, mas insuficiente, defendo que a investigação seja alargada aos topo da cadeia de comando, incluindo possível implicação do ministro dos Transportes e Comunicações da altura. 

A organização, representada pelo activista social, André Mulungo, afirma que ouvir falar de detenções “é sinal de que há uma resposta à denúncia que fizemos à Procuradoria-Geral da República”, porém defende que é preciso “cavar mais, encontrar mais gente” e não limitar o processo no chamado peixe miúdo.

“O director-geral da LAM é pequeno se comparado ao ministro, quer dizer, as falcatruas que foram feitas no tempo do Pó Jorge, quem estava a dirigir o Ministério dos Transportes e Comunicações naquela altura agora é uma pessoa que está ao lado do Presidente Chapo, que é um conselheiro do presidente Chapo. É preciso investigar. Estas pessoas também, em relação ao LAM, temos as pessoas do IGF. As pessoas da  Inspecao Geral de Financas são elas que, em determinado momento da história da LAM, tomaram as decisões estratégicas da LAM”, defende.

A organização diz ter recolhido informação sólidas que apontam que o director-geral da LAM simplesmente executava o que era decidido pela Inspecao Geral de Financas (IGF).

“Então é preciso alargar mais o campo da investigação e encontrar muito mais gente, sobretudo os poderosos, porque historicamente os poderosos escapam”, sublinhou Mulungo, reconhecendo  que as detenções “já são um bom sinal”, mas alerta que não devem ser confundidas com um verdadeiro marco no combate à corrupção.

Para o CDD, combater a corrupção exige mais do que prisões pontuais. Aliás, a organização desconfia que estas detenções podem ter a ver com guerras internas entre os vários grupos dentro do partido que dirige o Estado para controlar o Estado e controlar os recursos.

“Primeiro, precisamos de uma responsabilização efectiva daqueles que prevaricam e segundo que preciso que aqueles que estiverem a dirigir o Estado e o todo seu grupo se abstenham de fazer a corrupção. Quer dizer, não basta responsabilizar os outros do passado, é preciso responsabilizar também os do presente. A máquina actual também deve se abster de fazer a corrupção. Aí vamos levar a sério a mensagem, eventualmente, de que se esteja a combater a corrupção”, destaca.

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