Primeira-ministra condena desvio de ajuda humanitária

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Benvinda Levi condenou publicamente o desvio de assistência humanitária destinada às vítimas das calamidades naturais, apelando à vigilância e denúncia por parte da sociedade. A posição foi apresentada nesta quarta-feira (11), durante a sessão de informações do Governo na Assembleia da República.

Por Jhon Kanumbo

A governante defendeu que práticas de desvio de apoio destinado às populações afectadas são inaceitáveis e devem ser denunciadas às autoridades para responsabilização dos envolvidos.

“A partir deste pódio, repudiamos e condenamos todo tipo de comportamento, actos e práticas que culminem com o desvio da assistência humanitária destinada às vítimas das calamidades naturais”, declarou a Primeira-Ministra.

Na mesma intervenção, Levi apelou à sociedade para que se mantenha vigilante e denuncie eventuais irregularidades ligadas à gestão da ajuda humanitária. “Apelamos a toda sociedade a continuar vigilante e a denunciar às autoridades competentes este tipo de práticas para que os seus actores sejam julgados e condenados exemplarmente”, afirmou.

Segundo a chefe do Governo, os apelos surgem num contexto em que o país enfrenta graves consequências provocadas por cheias, inundações e pelo Ciclone Gezani, fenómenos que afectaram mais de 869 mil pessoas, provocaram 270 mortes e destruíram milhares de infra-estruturas sociais e económicas.

‘As recentes cheias, inundações e o ciclone Gezani afectaram mais de 869 mil pessoas, causaram 270 óbitos, destruíram total ou parcialmente mais de 21 mil casas, 302 unidades sanitárias, 717 escolas, 53 sistemas de abastecimento de água, cerca de 8.100 quilômetros de estradas e inundaram mais de 440 mil hectares de áreas agrícolas, de entre outros. Expressamos, mais uma vez, a todas famílias enlutadas o nosso mais profundo sentimento de pesar e desejamos rápidas melhoras aos feridos”, sublinhou.

A governante garantiu ainda que o Executivo está a preparar um Plano de Reconstrução Pós-Cheias 2026, destinado a recuperar infra-estruturas destruídas, restaurar a capacidade produtiva e apoiar as populações afectadas a reconstruírem os seus meios de subsistência.

“Neste momento, o Governo está a finalizar a elaboração do Plano de Reconstrução Pós-Cheias 2026 que visa assegurar, a médio prazo, a recuperação da capacidade produtiva, reconstrução definitiva e resiliente das infraestruturas económicas e sociais destruídas, assim como a restauração dos meios de substancia das populações, de entre outros”, sublinhou.

 

 

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