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As manifestações pós-eleitorais provocaram prejuízos avaliados em cerca de 70 milhões de meticais à Trans African Concessions (TRAC), empresa responsável pela gestão da Estrada Nacional Número 4 (EN4), que liga Maputo à África do Sul.
A informação foi avançada ao Evidências esta sexta-feira, em Maputo, pelo gestor da TRAC em Moçambique, Fenias Mazive, à margem da II edição da Conferência sobre Parcerias Público-Privadas.
Segundo Mazive, os danos resultam sobretudo da destruição de infra-estruturas essenciais ao funcionamento e à segurança da via, com destaque para o sistema de iluminação pública, que foi severamente afectado.
“O que sofreu bastante foi a iluminação, que foi totalmente destruída. Cortaram-se os postes, roubaram-se os cabos e os candeeiros. Tudo foi vandalizado”, explicou.
Além da iluminação, a concessionária registou danos no pavimento, na sinalização rodoviária e nas vedações instaladas ao longo da estrada para evitar atravessamentos perigosos por parte de peões.
Apesar dos prejuízos, a TRAC já avançou com trabalhos de reposição das infraestruturas danificadas. O pavimento foi reabilitado, a sinalização reposta e as barreiras e vedações parcialmente reconstruídas.
No que diz respeito à iluminação pública, Mazive indicou que os trabalhos decorrem a bom ritmo, com cerca de 85% de execução em alguns troços, incluindo o segmento entre o cruzamento do Fomento (conhecido como “Builders”) e a portagem de Maputo, que ainda se encontra parcialmente às escuras.
A empresa prevê igualmente iniciar, na próxima semana, a instalação de novos equipamentos, que serão importados da África do Sul, para acelerar a conclusão das intervenções.
Projectos de reabilitação em curso
Paralelamente à reposição dos danos, a TRAC está a implementar projectos de reabilitação e melhoria da EN4, com o objectivo de aumentar a capacidade e segurança da via.
Entre as intervenções em curso, destaca-se a reabilitação e o alargamento localizado do troço entre Ressano Garcia e o nó da Moamba, incluindo a construção de faixas de ultrapassagem em pontos estratégicos.
Outro projecto abrange o troço entre Moamba e Tchumene, onde estão a ser implantados cerca de 16 quilómetros adicionais de faixas de ultrapassagem.
Adicionalmente, está prevista a construção de duas pontes pedonais, nomeadamente em Malhampswene e Tchumene, com vista a reduzir acidentes envolvendo peões.
De acordo com Fenias Mazive, todas as actividades de reposição dos danos e melhorias em curso deverão estar concluídas até Junho de 2026.



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