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Numa aposta no fortalecimento do protagonismo juvenil na resposta às alterações climáticas e aos desafios socioambientais, a União Nacional de Estudantes (UNE) capacitou na semana finda, 25 jovens representantes de 12 organizações juvenis e estudantis da cidade e província de Maputo em matérias de planificação e gestão de projectos. A iniciativa, enquadrada no projecto “Laboratório de Acção Juvenil para Justiça Climática II”, implementado através do programa FORTES, com objetivo de dotar as organizações juvenis com competências para desenvolver iniciativas locais, mobilizar recursos e implementar soluções comunitárias que contribuam para a justiça climática e o desenvolvimento sustentável.
A formação teve duração de dois dias e reuniu representantes de 12 organizações juvenis e estudantis seleccionadas entre mais de 50 candidaturas submetidas. Segundo a União Nacional de Estudantes, a limitação de recursos financeiros disponíveis condicionou o número de organizações beneficiárias nesta primeira fase do projecto.
O presidente da UNE, Gimesio Cândido, explicou que a iniciativa resulta do compromisso da organização em investir no potencial da juventude moçambicana, sobretudo em jovens que possuem boas ideias, mas enfrentam dificuldades no acesso a oportunidades de financiamento.
“Nós acreditamos fortemente no potencial que a juventude tem e temos procurado financiamentos em vários quadrantes para apoiar outros jovens que muitas vezes têm dificuldades de acesso ao financiamento, mas que possuem boas iniciativas”, afirmou.
Embora a actual edição esteja direccionada para a área das mudanças climáticas, o dirigente revelou que a UNE pretende alargar iniciativas semelhantes para outros sectores de interesse juvenil.
“Queremos investir no potencial que os jovens têm, não só em mudanças climáticas, mas também noutras áreas que podem ser apoiadas”, acrescentou.
Após a conclusão da formação, as organizações participantes deverão beneficiar de pequenos financiamentos para implementar iniciativas comunitárias relacionadas com a justiça climática e socioambiental. A UNE assegura que acompanhará a execução das actividades, prestando apoio técnico durante a implementação dos projectos.
“O que esperamos é que estas organizações implementem pequenas iniciativas nas suas comunidades e que possamos apoiar esse processo para que as actividades decorram sem sobressaltos”, Concluiu Gimesio



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