CASP 2026: Sector privado apresenta carteira de investimentos de 1,2 mil milhões de dólares

DESTAQUE ECONOMIA
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A XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2026) encerrou com a apresentação de uma carteira de projectos de investimento avaliada em cerca de 1,2 mil milhões de dólares norte-amaericanos, considerada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) como um dos principais resultados do encontro que reuniu empresários, Governo, investidores e parceiros internacionais.

Durante a cerimónia de encerramento, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, destacou que as “Business Rooms” constituíram um dos momentos mais relevantes da conferência, ao aproximarem promotores de projectos, investidores e instituições financeiras.

“Um dos momentos marcantes desta conferência foram as salas de negócios, onde foi apresentada uma carteira de projectos avaliada em cerca de 1,2 mil milhões de dólares norte-americanos, abrangendo sectores como o agronegócio, logística, turismo, indústria e transformação digital”, afirmou.

Segundo Massingue, a iniciativa permitiu criar uma plataforma concreta de promoção do investimento privado, que a CTA pretende transformar num mecanismo permanente de ligação entre oportunidades de negócio e fontes de financiamento.

Realizada sob o lema “Produzir, Transformar e Competir: Construindo uma Economia Forte e Resiliente”, a CASP 2026 reuniu, ao longo de dois dias, representantes do sector público e privado em onze painéis temáticos, sessões de alto nível, encontros bilaterais e salas de negócios dedicadas à apresentação de oportunidades de investimento.

Os debates incidiram sobre áreas consideradas estratégicas para a competitividade da economia nacional, entre as quais infra-estruturas, logística, energia, transformação digital, agronegócio, turismo, industrialização, financiamento, desenvolvimento de competências e conteúdo local.

Na sessão de abertura, o Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou que o sector privado deve assumir-se como o principal motor da criação de riqueza e emprego, cabendo ao Estado criar um ambiente favorável ao investimento, através da melhoria das instituições públicas e da implementação de reformas estruturantes.

No encerramento, a CTA destacou ainda a assinatura de memorandos de entendimento com o Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, a GIZ e a AGRA, além da realização de encontros de “networkings” que resultaram em novas parcerias empresariais e contratos-promessa de investimento.

Álvaro Massingue sublinhou igualmente que a conferência permitiu fazer o balanço da implementação das recomendações da edição anterior, reforçando a cultura de prestação de contas entre o Governo e o sector privado e identificando áreas onde as reformas devem ser aceleradas.

Entre os principais desafios apontados pelos empresários continuam a figurar a previsibilidade fiscal, a estabilidade tributária, a regularização dos pagamentos do Estado, a aceleração dos reembolsos do IVA, o acesso a divisas e a redução dos custos de contexto, factores considerados essenciais para aumentar a competitividade das empresas moçambicanas.

A conferência reforçou ainda o compromisso com o desenvolvimento do conteúdo local, o empoderamento económico de mulheres e jovens e a expansão da cooperação internacional, com destaque para os encontros empresariais entre Moçambique, Japão, China, Argentina e África do Sul.

No encerramento da CASP 2026, a CTA defendeu que o desafio passa agora por “transformar as recomendações debatidas em medidas concretas capazes de impulsionar o investimento, a industrialização, a criação de emprego e o crescimento sustentável da economia moçambicana”.

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