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A ministra das Finanças, Carla Loveira, alertou que o acelerado crescimento populacional e o êxodo rural estão a exercer uma forte pressão sobre o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE). Durante a sua intervenção no Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque, a governante explicou que este cenário impõe graves desafios à capacidade do Governo de prover serviços essenciais e compromete o alcance das metas globais de desenvolvimento sustentável.
Segundo a governante, este fenómeno migratório e demográfico gera uma procura insustentável por educação, saúde, transportes públicos e habitação nos principais centros urbanos do país. Por outro lado, a saída massiva de habitantes do campo esvazia as zonas produtivas, resultando na redução drástica do número de produtores agrícolas, na diminuição das áreas de cultivo e no enfraquecimento da pecuária, o que prejudica directamente a segurança alimentar e a economia local.
Este esvaziamento das zonas rurais traduz-se ainda numa menor emissão de notas fiscais e na consequente quebra na arrecadação de receitas pelo Estado, sobretudo ao nível do imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços.
A o analisar o impacto social deste abandono do campo, a ministra das Finanças sublinhou que “a movimentação da população, sobretudo jovem, da área rural para a área urbana também apresenta-se como um desafio acrescido.”



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