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O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) negou esta Terça-feira as acusações de que estaria a aliciar membros de outros partidos políticos, classificando as alegações como uma campanha de difamação. O partido afirmou ainda estar preocupado com a alegada partidarização das instituições públicas, a adjudicação de obras sem concurso público e a persistente crise de combustíveis no país.
Em conferência de imprensa, a direção do MDM rejeitou categoricamente as informações que circulam nas redes sociais e em alguns órgãos de comunicação social, segundo as quais o partido estaria a comprar membros de formações políticas como a ANAMOLA, RENAMO e PODEMOS.
“É mentira. Nunca comprámos nenhum membro, seja da ANAMOLA, da RENAMO ou do PODEMOS. Muito menos prometemos passaportes diplomáticos. Quem ganha com esta campanha de difamação?”, questionou Lutero Simango, presidente do MDM.
O MDM sustentou que a sua prioridade política não é enfrentar outros partidos da oposição, mas sim apresentar-se como alternativa ao partido no poder.
“O nosso princípio é não fazer oposição à oposição. O nosso foco e principal adversário é a FRELIMO, porque é quem governa o país. Os que lançam pedras ao MDM estão a perder tempo. Nós estamos concentrados em mobilizar o povo moçambicano para a mudança.”
Na mesma ocasião, o partido manifestou preocupação com alegadas iniciativas de instalação de células da FRELIMO nas instituições públicas, considerando que tal prática compromete os esforços de despartidarização do Estado.
O MDM desafia o Governo a esclarecer publicamente se correspondem à verdade as informações sobre a criação de células partidárias no aparelho do Estado e em instituições financiadas com recursos públicos.
Outro ponto levantado foi a adjudicação de obras e infraestruturas sem recurso ao concurso público. O partido considera que esta prática compromete a transparência, fragiliza as instituições públicas e enfraquece os esforços de combate à corrupção, ao reduzir a confiança dos cidadãos na gestão dos recursos públicos.
Relativamente à crise de combustíveis, o MDM afirmou que as justificações relacionadas com a escassez de divisas não são suficientes e exigiu uma explicação oficial do Executivo.
Segundo o partido, a falta de combustíveis e a subida dos preços têm impacto direto no custo de vida, agravando as dificuldades económicas enfrentadas pelos moçambicanos.
“O Governo tem de aparecer publicamente para explicar o que se passa. O povo já não tem capacidade para suportar o aumento do custo de vida. Não podemos continuar a viver de especulações quando é necessária uma explicação clara sobre esta crise”, concluiu.



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