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A Solidariedade Cívica de Moçambique (SCM) afirma que o PODEMOS só conseguiu concorrer e, posteriormente, vencer as eleições graças ao apoio prestado pela sua organização, numa altura em que as duas formações políticas mantinham negociações que acabaram por fracassar e dar lugar a uma batalha judicial.
A afirmação foi feita pelo presidente da SCM, Alberto Chiculuveta, durante o programa CIPcast, no qual detalhou o papel que, segundo ele, a sua organização desempenhou na preparação da candidatura do PODEMOS às eleições.
“Sem o SCM, o PODEMOS não teria conseguido concorrer às eleições. Que fique claro isto. Porque PODEMOS nem condições para tirar uma simples cópia não tinha”, afirmou Chiculuveta.
Segundo Chiculuveta, a SCM teria assegurado parte das condições necessárias para que o PODEMOS pudesse formalizar a sua candidatura junto da Comissão Nacional de Eleições (CNE), incluindo a preparação e submissão da documentação exigida.
“Então, o SCM é que ajudou o PODEMOS para poder conseguir se inscrever na CNE. O SCM é que fez de tudo para o PODEMOS submeter a candidatura”, acrescentou.
Chiculuveta sustenta ainda que o PODEMOS enfrentava dificuldades para preencher as suas listas de candidatos, alegadamente devido à falta de disponibilidade de alguns dos seus membros para participar no processo eleitoral.
“Nós tínhamos falta de candidatos porque muitos membros do PODEMOS pura e simplesmente não quiseram fazer parte”, disse.
As declarações são feitas na sequência de uma batalha judicial entre a SCM e o PODEMOS, liderado por Albino Forquilha, que culminou com o bloqueio das contas bancarias do maior partido da oposição no país.



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