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O Secretário de Estado do Comércio, António Grispos, defende que o aumento da produção nacional é uma das principais vias para Moçambique reduzir a dependência das importações, fortalecer a indústria e caminhar para a independência económica.
A posição foi apresentada esta quarta-feira durante uma sessão de debate subordinada ao tema “Transformação Estrutural Rumo à Independência Económica – Medidas sobre o Comércio Externo e Oportunidades de Industrialização”, promovida pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).
Grispos afirmou que o Governo está a adoptar medidas para estimular a produção interna, incluindo a restrição da importação de determinados produtos que podem ser fabricados no país. Segundo o governante, estão actualmente em análise cerca de 27 a 28 produtos, depois de inicialmente terem sido identificados entre 16 e 17 produtos.
Entre os produtos que poderão ser abrangidos pelas novas medidas estão o pão de forma e produtos cerâmicos, agua mineral,. De acordo com Grispos, os respectivos diplomas ministeriais já passaram pelos procedimentos necessários e aguardam apenas a publicação.
O Secretário de Estado considera que a protecção de determinados segmentos da indústria nacional pode estimular novos investimentos, criar empregos e reduzir a saída de divisas.
“Porquê nós vamos importar perdendo empregos, perdendo divisas, perdendo mais-valias no país?”, questionou Grispos, ao defender a aposta na produção nacional.
O governante apontou ainda a indústria de panificação como um exemplo do potencial da produção local, referindo que o sector conta actualmente com cerca de 96 mil empregos formais.
Por seu turno, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, defendeu uma protecção “inteligente, selectiva, temporária e condicionada a resultados”, argumentando que o objectivo deve ser permitir que as empresas ganhem escala, produtividade e capacidade para competir.
Massingue destacou ainda a necessidade de reduzir os custos de produção, melhorar o acesso à energia, infra-estruturas e financiamento e reduzir a burocracia que afecta a actividade empresarial.
“A primeira política industrial deve ser tornar competitivo quem produz no nosso país”, afirmou.
Para a CTA, a industrialização não deve estar limitada ao mercado nacional. O sector privado defende que as empresas moçambicanas devem ser preparadas para competir nos mercados da SADC, da Zona de Comércio Livre Continental Africana e noutros mercados internacionais.



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