RENAMO diz que a pobreza dos moçambicanos é consequência de escolhas politicamente erradas

DESTAQUE POLÍTICA
Share this

A RENAMO considera que a pobreza e o sofrimento que assolam o povo moçambicano resultam de escolhas políticas erradas feitas durante ao longo muito tempo, e por isso, defende uma mudança profunda com vista a melhorar as condições de vida para além de propostas ao Governo.

O facto foi avançado esta Sexta-feira (28.08), em Maputo, pelo Porta-voz do partido, Marcial Macome, durante uma conferência de imprensa que discutiu a situação política, social e económica do país bem como a “saúde” da formação política.

“Moçambique não está condenado à pobreza ou à resignação. O sofrimento do nosso povo não é uma fatalidade histórica. É a consequência de nossas escolhas políticas erradas”, afirmou,

Face a esta situação, a RENAMO, mostra-se firme e pronto para “devolver” a dignidade dos moçambicanos, com sua liderança.

”Estamos prontos enquanto Renamo para assumir a responsabilidade de liderar uma transição com estabilidade, transparência e foco absoluto na dignidade de cada moçambicano. O futuro do nosso país constrói-se com a verdade, com o trabalho, com o respeito pela vontade soberana do povo”.

Na mesma ocasião, a RENAMO criticou o elevado índice de desemprego juvenil; o aumento de custa de vida para além da “precaridade laboral”, no país, defendendo uma ruptura com o actual modelo de governação económica. Segundo Macome, mais de 80% da força jovem encontra-se numa situação precária e sem protecção social.

“Moçambique possui uma das maiores reservas de gás natural do continente e recursos minerais invejáveis. No entanto existe uma foz dramática entre a narrativa dos grandes projectos extractivos e o prato vazio da nossa juventude”, lamentou.

Como alternativa,  A RENAMO apresentou uma agenda de “emergência” assente em cinco propostas para responde à crise económica e ao desemprego. As propostas incluem alívio fiscal sobre bens essências, financiamento ao empreendedorismo jovem, aposta na agricultura, reforço da produção nacional e construção de um corredor logístico para facilitar e escoamento de produtos.

Primeiro, o alívio fiscal aos bens de primeira necessidade, a redução temporária dos impostos sobre os bens alimentares essenciais e insumos agrícolas para travar a escalada de preços. Um fundo real nacional de apoio ao empreendedorismo jovem; redireccionamento de partes das receitas das multinacionais os recursos naturais para financiamento directo as PME´s (Pequenas e Médias Empresas) geridas por jovens e mulheres. Quarto, é preciso priorização da agricultura e economia produtiva, fortalecimento dos circuitos nacionais de produção e distribuição de alimentos para reduzir a dependência externa. Por último, a construção imediata e de forma emergencial de um corredor logístico, estamos a dizer, uma estrada nacional que permite escoar os produtos produzidos ao longo do país para que circulem com a mais flexibilidade possível”, concluiu.

Promo������o
Share this

Facebook Comments