Chapo desafia sistema financeiro a aproximar crédito da economia produtiva

DESTAQUE ECONOMIA
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O Presidente da República, Daniel Chapo, colocou esta quarta-feira o acesso das empresas ao financiamento entre os desafios do novo ciclo do Banco de Moçambique, defendendo um sistema financeiro capaz de apoiar a industrialização, as cadeias de valor e o crescimento da produção nacional.

O Chefe do Estado falava na tomada de posse de Felisberto Navalha como novo governador do banco central, em substituição de Rogério Zandamela.

Chapo reconheceu que não cabe ao Banco de Moçambique decidir a quem os bancos comerciais concedem crédito, mas considerou responsabilidade do banco central contribuir para a existência de um sistema financeiro sólido, competitivo, transparente, íntegro, moderno e eficiente.

O Presidente colocou o problema em termos da capacidade de financiamento da produção. Questionou como poderá o país acelerar a industrialização se as empresas não conseguirem financiar a aquisição e importação de máquinas e equipamentos e como poderão ser desenvolvidas cadeias de valor se os produtores tiverem dificuldades para financiar a produção.

Chapo ressalvou que a solução ultrapassa as competências do Banco de Moçambique e envolve o Governo, a banca comercial, o recém-criado Banco de Desenvolvimento, os mercados de capitais e o restante sistema financeiro.

O Presidente afastou também a ideia de que a política monetária possa, isoladamente, resolver os problemas da economia. O crescimento duradouro, sustentou, exige reformas estruturais, melhoria do ambiente de negócios e diversificação da economia, de modo a aumentar as exportações e reduzir a dependência das importações.

A inclusão financeira figura igualmente entre as orientações deixadas à nova liderança. Chapo defendeu que o sistema financeiro não pode permanecer concentrado nos grandes centros urbanos e deve chegar ao produtor rural, às pequenas empresas, às mulheres empreendedoras e aos jovens.

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