Regadios abaixo do potencial levam Governo a reforçar gestão e assistência técnica

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O baixo aproveitamento dos perímetros irrigados e os constrangimentos na sua operação e manutenção estão a levar o Governo a reforçar a preparação técnica dos profissionais ligados ao sector de irrigação, numa tentativa de aumentar a produtividade agrícola e transformar os regadios em plataformas de produção orientadas para o agro-negócio.

A preocupação esteve no centro de uma capacitação regional realizada entre 14 e 18 de Setembro, na cidade de Chimoio, que reuniu 32 técnicos das províncias de Manica, Sofala e Zambézia.

Promovida pelo Instituto Nacional de Irrigação (INIR), em coordenação com a Direcção Nacional de Extensão e o Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural, através do Programa de Desenvolvimento Integrado das Cadeias de Valor Agro-alimentares (PROCAVA), a formação incidiu sobre alguns dos principais obstáculos ao aproveitamento dos sistemas de irrigação.

Entre os problemas identificados estão os desafios de operação e manutenção das infra-estruturas, baixos níveis de rendimento agrícola, áreas de terra subaproveitadas, dificuldades de acesso aos mercados e a complexidade das estruturas responsáveis pela gestão dos regadios.

A aposta na formação surge num contexto em que, segundo o INIR, parte das infra-estruturas de irrigação existentes não está a alcançar o seu potencial produtivo. A intervenção dos técnicos de extensão é considerada fundamental para apoiar os produtores na utilização adequada dos sistemas, melhorar as práticas agrícolas e aproximar a produção dos mercados.

Ao longo dos cinco dias, os participantes combinaram sessões teóricas com exercícios práticos e visitas de campo, com o objectivo de encontrar respostas para os problemas que afectam o funcionamento dos perímetros irrigados.

No encerramento da capacitação, o Director-Geral do INIR, Delfim Vilissa, defendeu o reforço da preparação técnica do sector, incluindo para responder aos impactos de fenómenos climáticos adversos, como o El Niño, que podem aumentar a pressão sobre os recursos hídricos e a produção agrícola.

A formação vai prosseguir noutras regiões do país. A segunda fase deverá abranger 33 extensionistas de Maputo, Gaza e Inhambane, enquanto a terceira contemplará 40 técnicos de Nampula, Niassa, Cabo Delgado e Tete

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