PODEMOS lança programa de formação para 3.414 quadros até Janeiro de 2027

DESTAQUE POLÍTICA
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Apesar da restrição sobre as contas do partido, o PODEMOS iniciou em Maputo um ciclo nacional de formação política que deverá abranger 3.414 membros, nas 11 províncias e 163 distritos, até Janeiro de 2027. O programa envolve oito formadores e contempla estruturas partidárias, parlamentares e órgãos municipais.

Luísa Muhambe

O PODEMOS iniciou, em Maputo, as Primeiras Reuniões Provinciais de Formação e Planificação, dando início a um programa que se estenderá de Setembro de 2026 a Janeiro de 2027. A iniciativa prevê a formação de 3.414 membros em todo o país, abrangendo as 11 províncias e 163 distritos, incluindo distritos municipais, estruturas orgânicas e parlamentares.

O lançamento ocorre, entretanto, num contexto em que as contas bancárias do partido continuam congeladas, na sequência do diferendo que envolve a utilização dos recursos financeiros da organização. A limitação financeira coloca a iniciativa de formação num cenário particularmente delicado, tendo em conta a dimensão nacional do programa e o número de quadros que se pretende alcançar.

Na abertura do ciclo formativo, o presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, procurou deslocar o foco da avaliação do programa do número de participantes para a qualidade dos quadros que o partido pretende formar. Para o líder partidário, o sucesso da iniciativa não deve ser medido apenas pela quantidade de actividades realizadas, mas pela capacidade de transformar a formação em competência para o exercício de funções políticas.

O plano curricular da Escola do PODEMOS inclui identidade organizacional, fundamentos ideológicos, princípios doutrinários, compromissos republicanos, governação interna, métodos de acção, gestão de conflitos e financeira, liderança, funcionamento dos órgãos, comunicação, estratégias para redes sociais e o Diálogo Nacional Inclusivo.

Forquilha defendeu uma cultura interna assente na unidade de princípios, mas sem exigir uniformidade de pensamento. Segundo o presidente do partido, a divergência fundamentada e respeitosa deve ser encarada como instrumento de aprendizagem e de correcção dentro da organização.

Ao resumir a finalidade do programa, Forquilha defendeu que a formação partidária não deve limitar-se à preparação de militantes para a actividade política.

“O objectivo final da formação política não deve ser produzir melhores militantes; deve ser formar melhores cidadãos capazes de assumir, temporariamente e com responsabilidade, funções políticas”, declarou.

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