Nacala passa a ter voos internacionais directos da Ethiopian Airlines três vezes por semana

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O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou, esta terça-feira, 20 de Outubro, que o Aeroporto de Nacala vai receber, a partir do dia 27 de Outubro, voos internacionais da Ethiopian Airlines, abrindo uma nova ligação aérea para passageiros que pretendem viajar a partir daquela cidade, sem necessidade de se deslocarem a Maputo ou a Joanesburgo. A se efectivar, Nacala deixa de ser um elefante branco, garantindo, assim, uma utilização regular.

O anúncio foi feito durante a abertura da primeira edição da Conferência sobre Adição de Valor com Base em Minerais e Recursos Energéticos (CAVAME-d 2026), que decorre em Nacala-Porto, província de Nampula. Segundo Chapo, a ligação terá uma frequência de três voos por semana.

“Não precisa ir a Maputo, não precisa ir a Joanesburgo, mas a partir de Nacala tem um voo directo para Addis Abeba”, afirmou o Chefe do Estado, acrescentando que, a partir da capital etíope, os passageiros poderão seguir viagem para destinos como Dubai, Portugal, Índia e China.

A nova ligação deverá reforçar a conectividade internacional de Nacala, facilitando as deslocações de empresários, investidores e outros passageiros, num momento em que o Governo pretende transformar a cidade num centro de investimento industrial, logístico e energético.

Chapo associou o anúncio às diligências realizadas pelo Governo junto das autoridades etíopes, no quadro das suas viagens vezes sem contas questionadas pela opinião pública, defendendo que a abertura da rota faz parte dos esforços para atrair investimentos e criar melhores condições para o desenvolvimento económico do país.

“Este voo, a partir de terça-feira, resulta das nossas viagens para a Etiópia. E vamos continuar a ir e vamos continuar a viajar para trazer mais benefícios para o povo moçambicano”, declarou.

O Presidente da República destacou ainda a localização estratégica de Nacala, que reúne um porto de águas profundas, um aeroporto internacional, estradas de ligação ao interior do continente e uma linha ferroviária, infra-estruturas que, na sua avaliação, podem favorecer a instalação de grandes unidades industriais e a circulação de mercadorias.

A ligação aérea surge no contexto da primeira edição da CAVAME-d, plataforma que reúne representantes do Governo, empresários, investidores e investigadores para discutir projectos de processamento de recursos minerais e energéticos em Moçambique.

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