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O presidente da Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO), Ossufo Momade, reafirmou a importância do legado histórico do partido, numa altura em que a formação política enfrenta uma crise interna marcada por divergências e crescente contestação à sua liderança desde 2024.
O dirigente falava esta quarta-feira, em Maputo, na abertura do III Conselho Nacional do partido, onde apelou à valorização da história e dos sacrifícios que marcaram a trajectória da organização.
“Gostaria de lembrar-vos, daqui deste pódio, que ninguém vai apagar a história e a missão do partido RENAMO neste país. Há partidos que nasceram nos gabinetes, o nosso nasceu nas matas, da inquietação de um povo que queria ser ouvido e que exigia liberdade, pluralismo e dignidade entre homens e mulheres”, afirmou Ossufo Momade.
Na sua intervenção, o líder da perdiz recordou as dificuldades enfrentadas pelos combatentes durante a luta, destacando a determinação e a convicção que, segundo disse, sustentaram a causa do movimento.
“Estes tinham pouca comida, pouco abrigo e, muitas vezes, nenhuma certeza do amanhã. Mas tinham uma coisa que nenhuma adversidade conseguiu retirar-lhes: a convicção de que a causa era maior do que eles próprios”, concluiu.



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