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A modernização do Corredor de Nacala poderá reduzir de 60 para 48 horas o tempo necessário para os comboios completarem o percurso de ida e volta entre Tete e Nacala, através de um programa de electrificação avaliado em cerca de mil milhões de dólares. O projecto prevê a instalação de 13 subestações e a substituição progressiva das locomotivas a diesel por locomotivas eléctricas.
A informação foi avançada por CEO da Vulcan Mozambique, Mukesh Kumar, durante um painel sobre logística e transporte para as indústrias de petróleo, gás e mineração, no qual destacou o papel do corredor ferroviário no aumento da capacidade de transporte de carvão e na competitividade das operações mineiras.
Segundo o responsável, a melhoria da eficiência operacional já permitiu aumentar a capacidade de transporte de 22 milhões para 48 milhões de toneladas, sem um aumento proporcional dos activos ou dos recursos humanos utilizados na operação.
O representante explicou que uma das mudanças mais importantes foi a redução do tempo necessário para completar o ciclo ferroviário entre Tete e Nacala, que passou de 135 para 60 horas. Esta melhoria foi atribuída ao uso de tecnologia, à manutenção avançada, aos sistemas de monitorização em tempo real e à automatização das operações ferroviárias.
Electrificação deverá acelerar o transporte
Para viabilizar a o investimento, a Vulcan deverá electrificar a linha ferroviária, através nstaladas de 13 subestações ao longo do corredor, permitindo alimentar electricamente as operações ferroviárias.
O projecto deverá ser implementado ao longo de dois anos, segundo o responsável, que considerou o investimento estratégico para o futuro da mineração e de outras actividades económicas servidas pelo corredor.
“A modernização poderá permitir transportar maiores volumes de carga com maior rapidez, criando condições para responder ao crescimento previsto da produção e das exportações”, destacou Kumar.
Na intervenção, o representante indicou que o volume actualmente exportado pela operação se situa entre 18 e 19 milhões de toneladas, existindo planos para elevar esse volume para aproximadamente 24 milhões de toneladas. A concretização dessa meta dependerá, entre outros factores, da capacidade de transporte e da continuidade dos investimentos na infra-estrutura ferroviária.
“Estamos a investir cerca de mil milhões de dólares apenas na modernização do Corredor de Nacala”, declarou o representante, acrescentando que o programa deverá acelerar a circulação dos comboios e aumentar a capacidade logística.
O representante destacou igualmente a dimensão dos comboios utilizados na região, referindo composições com cerca de dois quilómetros de comprimento, capacidade para transportar 7.500 toneladas e quatro locomotivas, operadas por um único maquinista, segundo a descrição apresentada.



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