VM diz que libertadores tornaram-se piores colonizadores insensíveis ao sofrimento do povo

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O ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane, reconheceu o papel daqueles que abdicaram da sua juventude para lutar pela independência nacional. Entretanto, Mondlane denuncia que os libertadores de ontem tornaram-se colonizadores insensíveis ao sofrimento do povo e, sobretudo, intolerantes a críticas e autoritarismo.

Para Venâncio Mondlane, apesar da histórica proclamação em 1975, meio século depois, Moçambique continua refém de uma nova forma de colonização, neocolonialismo, sendo que a liberdade conquistada com sangue e sacrifício foi rapidamente usurpada por uma elite que perpetua um regime de terror financeiro, político e social contra os próprios irmãos da mesma raça.

Olhando para o percurso do País nos últimos 50 anos, Mondlane denunciou que que libertadores tornaram-se piores colonizadores insensíveis ao sofrimento do povo.

“Os que ontem lutaram contra o colono tornaram-se hoje piores colonizadores insensíveis ao sofrimento do povo, intolerantes à crítica, e cada vez mais autoritários. A intolerância política alastra-se como um câncer: vozes divergentes são silenciadas, opositores perseguidos até mesmo abatidos, e a liberdade de expressão reprimida em nome da estabilidade do regime”, referiu o ex-candidato presidencial na mensagem por ocasião do 50º aniversário da independência nacional.

Venâncio Mondlane criticou igualmente a falta de políticas econômicas que eficazes que, ao ser ver, são substituídas por um projeto de alienação partidária e empobrecimento social

“Por ordens superiores, fecharam-se dezenas de indústrias estratégicas como a Mabor e mais de três outras dúzias de fábricas que poderiam hoje estar a gerar milhares de empregos e posicionar Moçambique como uma referência mundial. Em contrapartida, abriram-se fábricas de bebidas alcoólicas espirituosas, simbolizando assim uma autêntica falta de políticas económicos eficazes substituídas por um projeto de alienação partidária e empobrecimento social. Moçambique, volvidos cinco décadas, regrediu a um ponto alarmante: hospitais públicos usam papelão em substituição do gesso porque há escassez em unidades sanitárias; escolas são improvisadas sob árvores; professores, médicos e servidores públicos imploram pelo próprio salário e subsídio”.

Mondlane advertiu, por outro lado, que não basta a ausência do colono estrangeiro, tendo, por isso defendido que “é preciso erradicar o colonizador interno, restaurar a dignidade, a justiça e o verdadeiro poder do povo”

 

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