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Os resultados oficiais das eleições portuguesas mostram que os cidadãos lusos residentes em Moçambique votaram, na sua maioria no candidato da extrema direita, o ultra-nacionalista e defensor de políticas anti-imigração, André Ventura. O líder do Chega, que representa obteve 30,19% dos votos no País, deixando para trás o candidato António Seguro, que registou 20,50%. Esta tendência de voto em Moçambique reflecte o comportamento verificado no círculo da diáspora a nível global, onde Ventura consolidou uma vitória expressiva com mais de 40% dos votos totais, enquanto Seguro obteve 23,24%.
André Ventura, ultranacionalista e com um discurso avesso à imigração tem a base de apoio mais sólida precisamente entre os portugueses que vivem fora de Portugal. O facto de cidadãos que se encontram na condição de expatriados ou imigrantes, usufruindo da hospitalidade e das oportunidades de trabalho num País estrangeiro, escolherem massivamente um candidato que defende o nacionalismo rígido e o controlo apertado de fronteiras portuguesas, constitui um dos pontos de maior destaque nestes resultados.
Em Moçambique, a vantagem de Ventura sobre Seguro foi de quase dez pontos percentuais, confirmando que a mensagem da direita radical ressoa com força entre a comunidade portuguesa desse lado. A nível geral, a distância entre os dois candidatos na diáspora foi ainda mais profunda, com Ventura a obter quase o dobro dos votos de Seguro.
Estes dados demonstram que o eleitorado português no estrangeiro se tornou o principal impulsionador da extrema-direita, apesar de muitos destes eleitores viverem diariamente a realidade de serem estrangeiros nos países que os acolhem.



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