GCCC acusa gestores do Fundo de Promoção Desportiva de gestão danosa e peculato

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O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) acusou formalmente os gestores de topo do Fundo de Promoção Desportiva (FPD) de envolvimento em práticas ilícitas e gestão danosa de fundos públicos. Em conferência de imprensa realizada esta manhã, Romualdo Johnam, representante da instituição, revelou que a investigação apurou indícios graves de irregularidades na atribuição de financiamentos para actividades desportivas, privilegiando afinidades pessoais em detrimento de critérios técnicos.

A auditoria ao Fundo detectou ainda que os dirigentes exerciam uma gestão directa e irregular de receitas, além de efectuarem pagamentos indevidos de ajudas de custo. A má gestão das infra-estruturas desportivas sob tutela do Estado, com particular destaque para as condições do Estádio Nacional do Zimpeto, também faz parte do caderno de encargos da acusação, que aponta para um prejuízo significativo ao erário público.

“Os factos praticados são susceptíveis de configurar os tipos legais de crimes de gestão danosa, abuso do cargo ou função e peculato. O processo tem então cinco arguidos em liberdade provisória mediante pagamento de caução e encontra-se na fase de instrução“, afirmou Romualdo Johnam.

Actualmente, os cinco arguidos aguardam o desenrolar das investigações em liberdade, após o pagamento das respectivas cauções. O processo segue agora para a fase de instrução, onde as autoridades judiciais irão aprofundar as provas sobre os crimes de peculato e abuso de poder que mancham a gestão de uma das instituições mais relevantes para o desenvolvimento do desporto nacional.

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