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O Governo manifestou uma elevada preocupação com o agravamento do conflito no Médio Oriente, revelando que 80% das importações de combustíveis do país transitam pelo Estreito de Ormuz. Em conferência de imprensa após a 7.ª Sessão do Conselho de Ministros, o Secretário de Estado do Orçamento, Amílcar Tivane alertou que a estabilidade económica nacional está fortemente dependente da evolução deste conflito geopolítico, dado que o país é um importador líquido de produtos petrolíferos.
Actualmente, Moçambique possui reservas de combustíveis (gasolina, gasóleo e jet) para assegurar o funcionamento da economia até ao início de Maio, com preços fixados em cerca de 85 meticais para a gasolina e 80 para o gasóleo. No entanto, o cenário a médio prazo é de incerteza. Num cenário extremo em que o barril de petróleo ultrapasse a fasquia dos 140 dólares, o Governo admite que a economia poderá sofrer um choque profundo, revertendo a trajetória de recuperação atual.
“Os impactos para o crescimento económico vão depender da intensidade e duração do conflito. Num cenário extremo, eventualmente a economia moçambicana poderá conhecer, de facto, um crescimento negativo,” explicou Tavane
Para mitigar estes efeitos, o executivo pondera acionar o Fundo de Estabilização e procurar rotas alternativas de abastecimento caso a passagem pelo Estreito de Ormuz seja totalmente interrompida.



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