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O Governo moçambicano diz que o pagamento integral e antecipado da dívida ao FMI no passado dia 23 de Março de 2026, no valor de 698,5 milhões de dólares norte-americanos, visa assegurar a estabilidade macroeconómica e reforçar a credibilidade do país no cenário internacional.
A informação foi confirmada pelo Ministério das Finanças, através de um comunicado oficial, no qual esclarece que a liquidação total das obrigações financeiras foi realizada no âmbito da linha de financiamento Poverty Reduction and Growth Trust (PRGT), destinada a apoiar países com dificuldades fiscais e desequilíbrios na balança de pagamentos.
Segundo o documento, o pagamento abrangeu três programas distintos: a Facilidade de Crédito Rápido de 2019, a Facilidade de Crédito Rápido de 2020 e a Facilidade de Crédito Alargado de 2022, cujos prazos já haviam expirado e sem previsão de novos desembolsos.
O Ministério das Finanças sublinha que a decisão de antecipar o reembolso foi estratégica, tendo como objectivo garantir maior disciplina fiscal, mitigar riscos financeiros e evitar pressões adicionais sobre o balanço do Banco de Moçambique. A operação foi realizada com base em acordos entre o banco central e o Estado, assegurando o cumprimento das obrigações junto do FMI.
As autoridades explicam ainda que a medida surge num contexto de restrições financeiras enfrentadas pelo país desde finais de 2024, sendo fundamental para prevenir a acumulação de riscos e fortalecer a posição macroeconómica nacional.
Com esta iniciativa, o Executivo acredita estar a enviar sinais positivos aos investidores e parceiros internacionais, reforçando a confiança na economia moçambicana e criando condições para maior estabilidade e crescimento sustentável.
O Governo garante, por outro lado, que continuará a trabalhar em estreita colaboração com a equipa técnica do FMI, com vista à definição de futuras estratégias de pagamento e ao reforço das políticas económicas.
De acordo com o documento do MEF, essa cooperação deverá prosseguir durante as próximas reuniões da Primavera do Banco Mundial e do FMI, onde Moçambique pretende consolidar a sua agenda de desenvolvimento a longo prazo.



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