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A província de Sofala registou 21 óbitos resultantes de desnutrição crónica entre Janeiro e Maio do presente ano, num cenário alarmante em que foram notificados mais de 5.000 casos desta patologia. O balanço foi apresentado pelo chefe de saúde pública da província, Bélio António, que apontou o Hospital Central da Beira, a unidade de referência da região, como o local que acolheu a maior parte dos pacientes.
As causas desta crise de mortalidade em Sofala estão directamente associadas a factores estruturais e sociais, com destaque para a ausência de aleitamento materno, a indisponibilidade e gestão deficiente de produtos alimentares nas famílias, além do impacto secundário de patologias crónicas como o VIH e a tuberculose.
De acordo com o responsável sanitário, a gravidade da situação é acentuada pelo estado em que os doentes são transferidos para a capital provincial. A par destas condicionantes, a demora na procura de assistência médica agrava drasticamente o prognóstico dos pacientes.
“A chegada tardia na unidade sanitária [também] condiciona ou faz com que possamos ter esses óbitos”, reflectindo a fragilidade no rastreio precoce ao nível das comunidades e distritos da província.
Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), alertam para uma crise de proporções severas no território nacional, estimando que cerca de 100 mil crianças menores de cinco anos vão necessitar de tratamento para desnutrição aguda grave ainda este ano.(O País)



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