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- Alguns alegam ter fugido de ataques xenófobos na África do Sul
O Serviço Nacional de Migração (SENAMI) em Sofala apresentou, na semana passada, 29 cidadãos estrangeiros interpelados nos distritos de Marínguè e Caia, na sequência de denúncias feitas pela população. Entre os detidos encontram-se 17 cidadãos malawianos e 12 etíopes, que, segundo informações preliminares, alguns alegavam ter entrado no país idos da África do Sul, supostamente fugindo de xenofobia.
Jossias Sixpence – Beira
Segundo as autoridades migratórias, os cidadãos etíopes utilizavam Moçambique como corredor de passagem para a África do Sul, onde pretendiam fixar-se em busca de melhores condições de vida. A entrada no território moçambicano ocorreu fora dos postos oficiais de travessia de fronteira, em violação da legislação migratória em vigor.
Já os cidadãos malawianos foram interceptados no terminal rodoviário de Caia, conhecida como “paragem da Beira”, quando se preparavam para regressar ao Malawi. Durante o processo de audição, vários alegaram ter abandonado a África do Sul devido aos recentes actos de xenofobia registados naquele país. Alguns afirmaram que foram obrigados a sair de forma precipitada, sem tempo para recuperar os seus documentos pessoais.
As autoridades indicam que os 29 cidadãos serão encaminhados por via ferroviária para a província de Tete, de onde seguirão para os respectivos países de origem, em coordenação com as entidades competentes.
Entretanto, informações disponíveis apontam para a existência de milhares de cidadãos malawianos concentrados em terrenos baldios na cidade portuária sul-africana de Durban, na sequência da vaga de violência xenófoba. O processo de retirada já está em curso, tendo o Governo do Malawi fretado cerca de oito autocarros, enquanto as autoridades sul-africanas disponibilizaram outros dez veículos para reforçar a operação de repatriamento de malawianos e de cidadãos de outras nacionalidades.
Durante uma conferência de imprensa, o SENAMI reiterou o seu compromisso com o reforço do controlo migratório e apelou à contínua colaboração da população na denúncia de casos de imigração ilegal, com vista a garantir a segurança e o cumprimento da legislação migratória nacional.



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