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Moçambique prevê comercializar cerca de 14,6 milhões de toneladas de produtos agrícolas durante a campanha de comercialização de 2026, um volume sustentado por uma produção global estimada em 21,3 milhões de toneladas, representando um crescimento de cerca de 26% em relação à campanha anterior.
Os dados foram apresentados esta quinta-feira, em Maputo, pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, durante a abertura do VI Conselho Consultivo do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), que decorre durante dois dias sob o lema “Organizando o Mercado, Garantindo Reservas Estratégicas para a Segurança Alimentar”.
“As projecções indicam que, em 2026, o país vai comercializar cerca de 14,6 milhões de toneladas de produtos agrícolas, provenientes de uma produção global estimada em 21,3 bilhões de toneladas, o que representa um crescimento de cerca de 26% face à campanha anterior”.
Na ocasião, Muhate afirmou que o aumento da produção agrícola coloca novos desafios às instituições do Estado, sobretudo ao ICM, que deverá assegurar que a produção chegue aos mercados, gere rendimento para os produtores e contribua para o desenvolvimento económico do país.
“O Instituto de Cereais de Moçambique deve organizar os mercados, promover uma comercialização eficiente, reduzir as perdas pós-colheita, reforçar as reservas estratégicas e aproximar produtores, comerciantes, indústrias e consumidores”, afirmou.
O governante sublinhou que produzir, por si só, não é suficiente, defendendo que a existência de mercados organizados e de preços justos é determinante para incentivar os agricultores a aumentar a produção.
“Produzir é importante, mas produzir requer mercado. Nenhum agricultor vai investir mais se não tiver a certeza de que a sua produção será vendida e terá um preço justo”, frisou.
Segundo o ministro, cada tonelada de cereais comercializada representa rendimento para as famílias, matéria-prima para a indústria, oportunidades de emprego para a juventude e maior circulação de riqueza na economia nacional.
Basílio Muhate defendeu ainda que o ICM deve tornar-se uma instituição cada vez mais moderna, próxima dos produtores e orientada por informação de mercado e resultados concretos. Para isso, apelou às delegações provinciais para reforçarem o conhecimento sobre os níveis de produção, dificuldades de escoamento, localização dos compradores e soluções logísticas disponíveis.
“O Governo espera um Instituto cada vez mais moderno, mais próximo dos produtores e orientado por informação e resultados. Quem conhece o mercado toma melhores decisões e quem antecipa os problemas protege melhor os produtores nacionais”, afirmou.
O ministro garantiu que o Executivo continuará a investir na melhoria do ambiente de negócios, no fortalecimento da agroindústria, na expansão da capacidade de armazenagem e na valorização da produção nacional, considerando a agricultura um dos pilares da transformação estrutural da economia moçambicana.
Para Muhate, o sucesso do Instituto de Cereais de Moçambique não será avaliado apenas pelo volume de produtos armazenados ou pelos processos administrativos concluídos, mas sobretudo pela confiança dos produtores, pela redução das perdas pós-colheita, pela estabilidade do abastecimento alimentar, pelo fortalecimento da agro-indústria e pelo aumento do rendimento das famílias rurais.



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