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O partido Nova Democracia (ND) aproveitou a passagem do 7 de Setembro, Dia da Vitória, para exigir a celebração de um “novo pacto nacional” de reconciliação em Moçambique. Em declaração pública, o movimento defende que o espírito de diálogo dos Acordos de Lusaka de 1974 deve ser resgatado para travar as ameaças atuais do país, apontando diretamente o terrorismo em Cabo Delgado, a violência pós-eleitoral, a fraude e a exclusão social como as novas formas de opressão a combater.
Na leitura da formação política, o aperto de mão que selou o fim do colonialismo e a transição para a independência provou que a negociação política é mais forte do que a via armada. No entanto, a direção do partido adverte que o país se encontra novamente fraturado pela concentração de riqueza, pelo monopólio do poder e pela intolerância partidária, fatores que alimentam a pobreza e a desesperança entre a população.
Diante deste cenário de crise, o ND sustenta que Lusaka não pode ser reduzida a uma mera efeméride do passado. O ND propõe a transição histórica de 1974 para a assinatura de novos “Acordos de Moçambique”, uma plataforma de concertação ampla concebida para unir mais de 35 milhões de moçambicanos em torno da paz, da justiça social e da distribuição equitativa dos recursos do país.



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