Província de Maputo lidera estatísticas de prevalência de HIV/Sida

SAÚDE

A Província de Maputo apresenta a segunda maior taxa de infecção pelo HIV/Sida, no país, com mais de 360 mil casos, ficando somente atrás da província da Zambézia com 430 mil casos da doença, que em 2019 matou mais de 51 mil pessoas, numa lista liderada pela Província de Maputo com 12 mil óbitos.

A informação foi revelada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi durante as cerimónias centrais do Dia Internacional de Combate a Sida, assinalado no passado dia 01 de Dezembro, em todo o Mundo.

Em termos de valores absolutos, as províncias com números mais elevados de pessoas vivendo com HIV no país são Zambézia, com 430 mil pessoas; Maputo província, com 360 mil; e Nampula, com 280 mil pessoas. Niassa, com 103 mil, e Tete, com 93 mil pessoas, figuram entre as províncias que apresentam os números mais baixos.

Refira-se que em 2019, a Sida matou mais de 51 mil pessoas e a Província de Maputo lidera a lista com mais de 12 mil óbitos, seguida da Zambézia com 9.9 mil óbitos, Nampula com 5.4, Cabo Delgado 4.8, Tete 1.7 e Maputo Cidade com 1.2. As restantes províncias registaram abaixo de mil óbitos.

Dos mais de 51 mil óbitos regiostados no ano passado, 42 mil eram adultos de mais de 15 anos e 8.5 mil crianças, de 0 aos 14 anos. Estima-se que o país tem cerca de 2.2 milhões de pessoas vivendo com o vírus, sendo que 2.1 milhões são adultos e 150 mil são crianças entre 0 e 14 anos.

Por essa razão, na ocasião, Filipe Nyusi mostrou particular preocupação pelo facto dos casos de HIV/Sida e o número de óbitos continuarem altos no país, contudo deixou garantias claras de que o seu executivo está a trabalhar no sentido de garantir a erradicação desta doença até 2030.

““Nenhuma província está a registar uma redução significativa no número de pessoas vivendo com HIV/Sida o que demonstra que ainda temos um longo caminho por percorrer. Este não é tempo de relaxarmos ou negligenciar a doença. A Sida continua a matar e a debilitar a nossa sociedade e a economia”, lamentou o Presidente da República, para quem “a luta contra HIV/SIDA continua longe de ser vencida”

Numa altura em que cresce a preocupação com o nível de abandono de tratamento anti-retroviral, sobretudo desde a eclosão da Covid-19, o Presidente da República apela para que os pacientes padecendo de Sida não relaxem. A taxa de abandono do tratamento anti-retroviral é estimada em pouco mais de 30 porcento.

“A Covid-19 é mais um desafio nos esforços visando travar o HIV/Sida. O Vírus de Imunodeficiência Humana que provoca o SIDA não desapareceu, mesmo com o surgimento do novo Coronavírus, por isso deve merecer a atenção de todos”, aconselhou o estadista moçambicano.

Covid-19 leva ao abandono de tratamento

Nos primeiros nove meses do presente ano, pouco mais de 17 152 iniciaram o tratamento anti-retroviral na província de Maputo, com uma taxa de cobertura de 82 porcento, contudo, o abandono continua alto neste ponto do país, facto agravado pela pandemia da Covid-19.

Até o momento pouco mais de 62 632 doentes abandonaram o tratamento, uma situação que preocupa as autoridades de saúde da província de Maputo, pois para além de perigar a vida dos pacientes, coloca por água abaixo todos os esforços visando a erradicação da doença.

Neste momento, o governo em coordenação com vários parceiros ligados à área de saúde que actuam na província de Maputo, envidam esforços com vista a garantir que os doentes que interromperam ou abandonaram o tratamento possam retoma-lo.

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