Sem novidades, Troika da SADC marca outra cimeira para 20 de Junho

DESTAQUE POLÍTICA

Vincou posição da Frelimo?

Terminou, há pouco, sem grandes novidades, a Cimeira Extraordinária da Dupla Troika (DTS) dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que tinha como principal objectivo analisar o relatório técnico produzido por peritos militares sobre as necessidades de Moçambique para o combate ao terrorismo.

O evento que era esperado com muita expectativa, acabou não trazendo nada de novo. Quando se esperava que fosse indicado o roteiro e as modalidades da intervenção dos países da região no combate ao terrorismo, o comunicado oficial diz tão-somente que a Cimeira considerou a proposta de resposta regional, sem deixar claro que tipo de apoio foi acordado.

“A Cimeira notou o progresso na procura de uma solução duradoura para o terrorismo e actos de extremismo violento na Província de Cabo Delgado e considerou a proposta de resposta regional em apoio à República de Moçambique”, lê-se na nota de imprensa que o Evidências teve acesso.

E porque há ainda muito que esclarecer, a Troika convocou uma outra Cimeira Extraordinária para dentro de menos de um mês, neste caso a 20 de Junho de 2021 a ter lugar na República de Moçambique.

Um relatório da missão técnica de avaliação da SADC, vazado na imprensa recomenda o envio “imediato” de 2.916 militares para ajudar Moçambique, para além de meios aéreos e navais como dois navios de patrulha, um submarino, um avião de vigilância marítima, seis helicópteros, dois drones e quatro aviões de transporte.  

No entanto, acredita-se que o nó de estrangulamento continua a ser a proposta de presença de militares estrangeiros no terreno, já que o governo de Maputo tem condicionado o apoio a apenas treinamento e logística militar, sem intervenção directa de forças dos outros países no teatro de operações.

Aliás, durante o Comité Central, vários membros do partido Frelimo vincaram que o combate ao terrorismo é tarefa exclusiva dos moçambicanos, uma posição reforçada por Filipe Nyusi que no seu discurso destacou: “Nós precisamos e queremos apoio, sem proclamar a nossa resignação nesse processo de defesa da pátria e da nossa soberania”.

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