Força conjunta Moçambique – Ruanda liberta Mbau

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Ao fim de quatro dias de intensos combates, a força conjunta Moçambique – Ruanda anunciou mais uma vitória contra o terrorismo e a recuperação, este sábado (21), do controlo do posto administrativo de Mbau, a sul de Mocímboa da Praia, para onde os terroristas haviam fugido após a tomada da estratégica cidade portuária daquele distrito.

A informação foi avançada por várias fontes ruandesas que noticiam terem sido desmanteladas bases de avanço dos insurgentes nas florestas de Mbau.

Na sexta-feira, depois da operação que culminou com o desmantelamento de uma base na localidade de Marere, no posto administrativo de Mbau, a força conjunta seguiu  em Mbau sede, tendo encontrado, pelo caminho, resistência de um grupo de insurgentes estimados em 80 e 100 homens, culminando intensos combates que resultaram no abate de vários terroristas, dos quais 11 corpos foram encontrados.

Tal como tem feito menção nos últimos dias, as Forças Ruandesas, mais comunicativas em relação as FDS, dizem ter abatido muitos terroristas mas não encontraram seus corpos pois foram carregados pelos militantes jihadistas, alguns dos quais os arrastavam com cordas. Entre os itens apreendidos estavam rifles SMG e muito mais, segundo escrevem fontes ruandesas que fazem acompanhamento dos desdobramentos no terreno.

Recorde-se que na passada quinta-feira, o Evidências anunciou que a força conjunta Moçambique – Ruanda havia invadiu na manhã da quarta-feira, 18 de Agosto, uma das principais bases dos insurgentes, que se acredita que seja Siri (segredo), na localidade de Marere, posto administrativo de Mbau, a sul do distrito de Mocímboa da Praia.

Ao que o Evidências apurou os militares moçambicanos e ruandeses lançaram a ofensiva sobre a base de Marere logo pela manhã, por volta das seis horas, por céu e por terra. Quando ouviram o roncar dos motores dos helicópteros, os terroristas, que evitam ao máximo permanecer em locais visíveis durante o dia, esconderam-se num túnel subterrâneo de mais de um quilómetro de distância.

No entanto, seis insurgentes foram abatidos quando ainda tentavam fugir em direcção ao túnel. Já no interior do esconderijo subterrâneo as forças conjuntas abateram dezenas de terroristas e recuperaram 175 armas de fogo, incluindo munições.