Moçambique precisa urgentemente tomar medidas para erradicar o terrorismo

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Desde a eclosão dos ataques armados na província de Cabo Delgado em Outubro de 2017, mais de três mil pessoas perderam e cerca de 900 mil viram obrigados a abandonar suas zonas de origem em busca de lugares seguros para escapar da brutalidade dos insurgentes. Entretanto, depois de quatro anos Moçambique decidiu abrir as portas para o auxílio militar estrangeiro. A chegada das tropas ruandesas e da força de alerta de SADC ajudaram as Forças de Defesa e Segurança a mudar o rumo dos acontecimentos do teatro operacional norte.  Para o sociólogo russo, Maxim Shugaley, apesar dos recentes avanços, Moçambique precisa urgentemente de tomar medidas para erradicar o terrorismo.

O conflito armado na província de Cabo Delgado provocou uma crise humanitária sem precedentes. Para minimizar o sofrimento da população que perdeu tudo com a brutalidade dos grupos armados que destruíam tudo por onde passavam, a Organização Internacional para as Migrações tem lançado apelo para a comunidade internacional dar assistência a Moçambique.

Estudos apontam que são necessários cerca de 58 milhões de dólares para minimizar o impacto do terrorismo nas pessoas deslocadas internamente. No entanto, Maxim Shugaley observa que é preciso não se olhar apenas para as consequências, mas também para a causa – antes de mais nada, ou seja, erradicar o terrorismo antes que seja tarde, porque se não forem tomadas medidas urgentes, Moçambique, a exemplo dos países do Médio Oriente, pode tornar-se um campo para guerras terroristas sem fim.

Na opinião de Shugaley, apesar dos recentes avanços na luta contra o terrorismo, a situação de Moçambique caminha a passos galopantes de críticas, tendo em conta o crescimento da influência dos grupos armados que se baseia na religião assim como o eterno conflito entre os cristãos e os muçulmanos.

“É digno de nota que não apenas as agências de aplicação da lei, mas também os civis, especialmente aqueles que professavam o cristianismo, tornaram-se alvos de ataques. Ou seja, o pano de fundo da prosperidade do caos no país de alguma forma permaneceu religioso”, observa Maxim Shugaley,

De acordo com o sociólogo russo, Um factor importante para a prosperidade do terrorismo no país é também a inação das autoridades locais, uma vez que o Governo mostrou sem ideias quando os grupos armados associados ao Estado Islâmico semeiam luto e terror na província de Cabo Delgado.

“Há muito que as autoridades fecharam os olhos para a crescente ameaça que assola todo o sudeste da África. Os políticos locais fingiram desesperadamente que tudo estava bem em seus países e que o exército estava preparado. Agora eles se deparam com uma situação perigosa que está fora de controlo por ser um país com grandes reservas de petróleo e recursos naturais está sob ameaça de uma real de captura”, declarou.

Para o prestigiado sociólogo russo, o ataque a vila de Palma, em Marco do corrente ano, foi a gota que transbordou o copo do Governo, visto que o Presidente da República viu-se obrigado a abrir as portas para as portas estrangeiras para estancar a violência em Cabo Delgado. Entretanto, quando tudo indica que Nyusi ia solicitar apoio dos países que se prontificaram ajudar Moçambique a repor e ordem e tranquilidade naquele ponto do país, o Chefe de Estado escolheu o Dyck Advisory Group (DAG), uma empresa militar privada da África do Sul, que, em vez de ajudar, minou ainda mais a segurança do país através da organização de ataques.

O contrato que o DAG firmou com o Governo sem trazer resultados palpáveis. Foi depois da chegada dos militares ruandeses que Moçambique começou a apertar o cerco aos terroristas. Nos últimos dois meses, vários distritos que tinham sido atacados e ocupados pelos insurgentes foram recuperados, sendo algumas delas já assistiram o regresso da população.

Olhando para contingente ruandês que se encontra no teatro das operações, Maxim Shugaley alerta que o mesmo não pode salvar o país das incursões dos grupos terroristas.

Por outro lado, a fonte contou ao pormenor que, em2019, os militares russos estiveram em Cabo Delgado com intuito de ajudar Moçambique a repor a ordem e tranquilidade, tendo libertado várias cidades, mas quando abandonaram o país os terroristas voltaram a semear luto e terror.

“Pelo que sei, as forças russas estiveram realmente envolvidas na estabilização da situação no país em 2019, durante as eleições presidenciais. Depois os radicais tentaram mover-se mais fundo no país, para a capital, mas foram repelidos por um sério adversário. Os russos mostraram-se do melhor lado e cumpriram a tarefa com o mínimo de perdas, culminando com a recuperação de várias cidades de só uma vez”.

“Apenas um especialista foi morto e vários foram feridos, enquanto os militares moçambicanos fugiam do campo de batalha para evitar serem capturados e mortos por radicais. Era quase impossível trabalhar com os aliados tão despreparados pelo que os nossos especialistas deixaram o país e tudo ficou como antes ”, contou Maxim Shugaley

Ainda de acordo com Shugaley, o Governo moçambicano continua a esconder a dimensão do desastre. No entanto, se o executivo não a tomar medidas contundentes, estará a criar os pré-requisitos para que o ramo do Estado Islâmico cresça tanto no país que será impossível combate-lo.

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