Temos de estar atentos e em alerta…

OPINIÃO

Afonso Almeida Brandão

Desde que a Ucrânia foi invadida pelos russos, em 24 de fevereiro, tem-se intensificado o apoio financeiro e militar dos Estados Unidos da América e de vários países da Comunidade Europeia. PROVAVELMENTE, SEM ESSE APOIO, a Ucrânia já teria soçobrado como nação soberana e independente ao ataque do exército de Putin, o novo czar que pretende integrar este território — ou parte dele — na órbita de Moscovo.

Na presente ajuda que se está prestando à Ucrânia foi criado, no meio do comando norte-americano na Europa (Eurocom), um centro de coordenação e controlo das ajudas militares. Este organismo, agora criado, agrupa não só os Estados Unidos, mas também alguns países asiáticos, africanos e da Oceânia. Esta iniciativa, como se compreende, ultrapassa não só o âmbito Europeu como a própria OTAN, configurando uma espécie de coligação mundial liderada pelos Estados Unidos, a favor da Ucrânia e, consequentemente, contra a Rússia. O centro de coordenação referido anteriormente abrange não só o armamento, o equipamento e as Centrais de Inteligência, como fornece formação e treino aos combatentes ucranianos. Este empenhamento dos Estados Unidos na ajuda ao governo de Kiev foi reforçado e solidificado no campo político, ao mais alto nível, com as recentes visitas à Kiev do Secretário de Estado Antony Blinken, do Secretário de Defesa Lloyd Austin, e com a visita de uma Delegação do Congresso e da sua Presidente, Nancy Pelosi.

Certamente que Vladimir Putin tem observado estas movimentações políticas. Serão suficientes para refrear os seus ímpetos imperialistas e loucos? Ou o que nos espera é uma qualquer disruptiva insanidade de Putin, que venha a colocar a Humanidade em risco?

O RUSSISMO

No Século passado, após a Primeira Guerra Mundial, e no espaço de pouco mais de 20 anos, emergiram as ideologias do Nazismo e do Fascismo que conduziram à Segunda Guerra Mundial. Estas ideologias encontraram terreno fértil para medrarem. Muito desemprego, inflação incontrolável, instabilidade política, mal-estar social e definhamento dos Poderes instituídos contribuíram para a ascensão ao Poder de homens com perfis tendenciosamente autoritários e repressivos. Não tardou que arranjassem “bodes expiatórios”, encetassem perseguições e lançassem “as garras” para anexarem países. Passaram os anos e agora, no Séc. XXI, ano de 2022, desponta o russismo e o bode expiatório desta “nova ideologia” que é o Povo Ucraniano. Visando combater o nazismo, o russismo tem como “modus operandi” métodos e práticas de guerra que eram atribuíveis ao nazismo. Ou seja, o russismo de Vladimir Putin não se deu conta que é similar ao Fascismo e ao Nazismo (distraído que anda). Putin quer “ombrear” com os loucos foram Mussolini, Hitler e Estaline. No íntimo, Putin é bem capaz de querer “ombrear” mais com Estaline que, no Séc. XX, nos anos de 1932 e 1933, matou à fome milhões de ucranianos. Estejamos atentos aos novos capítulos que serão imprevisíveis.