Afonso Almeida Brandão
Passados sete anos de Filipe Nyusi como Presidente da República do nosso País, parece-me evidente que um dos seus maiores fracassos resulta da incapacidade de escolher colaboradores de qualidade. Os sucessivos exemplos que têm sido o dia-a-dia da fracassada e infeliz Governação moçambicana, revelaram uma incompreensível ligeireza na escolha dos colaboradores com que Nyuse se rodeou. A realidade tem vindo a demonstrar, pouco a pouco, Ministros e demais Membros do Governo e de outros colaboradores que estão não apenas impreparados para as difíceis tarefas da Saúde, da Educação, da Justiça, da Economia, mas também com enormes fragilidades de carácter, que os leva sucessivamente a defender objectivos indefensáveis e contrários ao interesse Nacional.
Um dos exemplo trata-se de Celso Correia, através da sua entrada em funções no Governo, em 2015. Actualmente detém uma das mais importantes pastas ministeriais e o seu lugar devia de ser posto em causa pelas declarações inacreditáveis que proferiu.
Estamos perante um flagrante exemplo de um indivíduo irresponsável, de “boca-cheia”, mentiroso e de extrema infatilidade de bradar aos céus! De um irresponsável que deve ser exonerado e substituído o mais urgentemente possível, sem paninhos quentes nem contemplações.
Quando afirmou que a «Fome em Moçambique (quase) não existe e que cerca de 90% da População COME três Refeições por dia —e que apenas 10% da mesma é que passa por dificuldades…» — deixou-nos perplexos e a pensar se estavamos ou não a “sonhar acordados”, uma vez que a maioria do nosso Povo se encontra numa situação de inseguração Alimentar e Pobreza Extrema.
Se este comentário não fosse Surrealista no mínimo seria Anedótico e Infeliz; é um comentário de quem não sabe ou desconhece, em absoluto, a Verdadeira Realidade de Moçambique, no capítulo da Pobreza, da Fome, da Miséria, das Dificuldades Permanentes e do Desemprego Elevado por que a nossa População passa.
Este tipo de afirmações Utópicas, proferidos, assim, com tanta ligeireza e estupidez, coloca-nos a todos numa situação verdadeiramente vergonhosa. Um tagarela sem correcção e de Bradar aos Céus.
Logo, não tardaram ouvirmos as diversas vozes discordandes, de Norte a Sul do País, dos mais variados Quadrantes Políticos às individualidades marcantes do Sector da nossa Sociedade — incluindo a da Comunicação Social! —, a propósito dos tremendos disparates e das inverdades deste irresponsável cabotino de trazer por casa e conhecido político de Aviário, que se chama Celso Correia…
É neste contexto que a qualidade individual dos escolhidos conduz à qualidade do trabalho da Equipa, mas em que o Colectivo não atrofie as responsabilidades de cada um, a iniciativa, a criatividade e a indispensável acção individual. Trata-se, no final do dia, de uma soma de valores positivos, cujo produto final é a estratégia debatida e compreendida por todos.
Infelizmente, nada disto existe nos Governos da FRELIMO desde 1975 a esta parte, em que a maior qualidade dos escolhidos é a Fidelidade (quase cega!) e a Conformidade com os desejos do «Chefe Apache», para mais desejos descontínuos e sem definição de Acordo com o Interesse Nacional.
São “acidentes de percurso” como este que afectam a nossa Credibilidade no Estrangeiro, no terreno dos resultados que pretendemos atingir, com algumas visitas oficiais que realizamos no exterior e que acabam por nos deixar envergonhados por serem ridículas e disparatadas. Celso Correio é, de facto, um Ministro irresponsável e merecedor de levar duas palmadinhas no rabiosque…
Volto ao ponto de partida, os Governos, como as Empresas, são Organizações formadas por Homens e Mulheres escolhidos pelos seus méritos, sendo que apenas os resultados mostram o acerto das escolhas feitas.
Ora, a julgar pela POBREZA dos resultados dos últimos sete anos e dos inúmeros casos verificados de que as Dívidas Ocultas e o TSU são dois exemplos a considerar — a verdade é que Moçambique empobreceu e se afastou dos outros povos dos PALOP´s, por um lado, e da África Austral, por outro — sem incluirmos a União Europeia no rol —, bem como pelos casos e disparates que enchem as páginas dos jornais moçambicanos, a mostrar a Ferocidade dos Escolhidos no ataqueà gamela do Estado com a Corrupção, os Desvios e o Despesismo dos dinheiros Públicos em acelarada marcha —, somos forçados a concluir que o nosso actual Presidente da República pode ter algumas qualidades, mas que a escolha dos seus Colaboradores e que o seu nome implicado em diversos escandalosos, não são certamente alguns deles.

Facebook Comments