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TOP MUSIC indignada com a celebração do 48º aniversário da independência nacional no “cemitério”

Moçambique celebrou, no dia 25 do corrente mês de Julho, o 48º aniversário da proclamação da independência nacional. Tal como aconteceu ao longo dos últimos anos, a Praça dos Heróis voltou a ser palco das cerimônias centrais da efeméride. Este facto deixou indignada a Associação dos Realizadores de Espectáculo Musicais, sobejamente conhecida por TOP Music, visto que em 2021 a agremiação liderada por Eurico Manjate propôs ao Governo a construção de um monumento no recinto que acolheu a festa da proclamação da independência nacional, ou seja, no Estádio da Machava, mas o Executivo de Nyusi indeferiu a proposta justificando que não tinha fundos para a construção do edifício majestoso.

Texto: Duarte Sitoe

O Estádio da Machava, em tempos considerado a catedral do futebol moçambicano, foi o palco da proclamação da independência no dia 25 de Junho de 1975. Na qualidade de Presidente da República Popular de Moçambique, Samora Moises Machel, foi quem proclamou a independência.

Em 2021, Com o claro objectivo de homenagear Machel, a Associação dos Realizadores de Espectáculo Musicais, sobejamente conhecida por TOP Music, liderada pelo seu secretário – geral, Eurico Manjate, recomendou ao Governo a construção de um monumento no recinto que acolheu a festa da proclamação da independência nacional.

No entanto, o Executivo, tal como fez com a petição do Parlamento Juvenil que pretendia mudar o nome do Aeroporto Internacional de Maputo para Aeroporto Internacional Samora Machel como forma de homenagear os ideais do homem que proclamou a independência nacional no dia 25 de Junho de Junho de 1975, engavetou o projecto.

Para materializar a construção do monumento a TOP Music solicitou apoio de diversas instituições do Estado, nomeadamente, Presidência da República, Procuradoria – Geral da República, Gabinete do Primeiro – ministro, Ministério da Justiça Assuntos Constitucionais e Religiosos, Ministério dos Transportes e Comunicações e Assembleia da República, mas, debalde, as respostas foram negativas.

Aliás, das instituições do Estado solicitadas a PGR foi a única instituição que se mostrou disposta a colaborar com a iniciativa, enquanto o Ministério da Economia e Finanças evocou a falta de fundos para ignorar o projecto.

No presente ano, as celebrações centrais do 48º aniversário da proclamação da independência tiveram lugar na Praça dos Heróis. A escolha daquele histórico local para as celebrações da independência nacional deixou a Associação dos Realizadores de Espectáculo Musicais indignada, pôs esta reitera que a celebração da efeméride não pode decorrer no “cemitério”.

“Até hoje não conseguimos entender como é que o Governo ignorou a nossa proposta para a construção do monumento no recinto onde foi proclamado a independência nacional. O dia 25 de Junho é muito diferente do dia 03 de Fevereiro onde exaltamos os heróis nacionais. É deveras vergonhoso o que está a acontecer no nosso país, não podemos continuar a festejar a nossa independência no cemitério. Temos uma história por preservar e um legado para as gerações vindouras. Os mais novos vão pensar que Samora Machel proclamou a independência na Praça dos Heróis”, declarou.

A fonte declarou, por outro lado, que espera que o Executivo mude de ideia porque quem sairá a ganhar é país, visto que para além de ser palco da celebração do dia da independência o monumento junto aio Estádio da Machava pode ser uma das referências turísticas do país.

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