Nova Democracia lança Conferência Nacional de Quadros para desenhar estratégias e restruturar o partido

POLÍTICA
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O partido Nova Democracia (ND) lançou, na última quarta-feira, em Maputo, a sua 1ª Conferência Nacional de Quadros. O evento de dois dias, que irá decorrer entre os dias 5 e 6 de Dezembro, reunirá cerca de 250 quadros vindos de todo o País e da diáspora moçambicana (incluindo Portugal, Alemanha, África do Sul e Malawi). O principal objectivo é o despertar da militância, a reestruturação do partido e a definição de uma estratégia clara de actuação política.

Luísa Muhambe

O líder do ND, Salomão Muchanga, utilizou o lançamento para criticar veementemente o actual sistema de governação e articulou a iniciativa em torno de um compromisso político crucial, sendo o principal objectivo despertar a militância política, equipar os combatentes da liberdade e comprometer os quadros do partido para o pagamento da dívida que, segundo o líder, a Nova Democracia tem com a nação.

“A nossa dívida não é fruto dos desvios de fundo ou das dívidas ilegais. A nossa dívida com Moçambique é de um compromisso político de ruptura com este sistema obsoleto. Com as políticas de estagnação económica; com as leis de depreciação da justiça; com uma governação alheia e insensível ao povo; e com programas de decadência do povo moçambicano”, declarou.

O líder argumentou que, embora o povo esteja sofrido, há um despertar social entre professores, polícias e médicos, e que a nação está unida, quebrando as paredes de tribalismo.

“O regime opressor já cessou a sua personalidade moral e política. Os moçambicanos levantaram com força e unidade, quebraram as paredes de tribalismo e formaram uma nação robusta. Não existem mais rótulos de Sul, Centro e Norte”, defendeu.

Muchanga expressou uma visão optimista para o futuro de Moçambique, citando a abundância de recursos naturais minerais, terra fértil, tesouro marinho e turismo e destacando o potencial do povo.

Um dos temas centrais da Conferência será o Diálogo Nacional Inclusivo. Muchanga defendeu que é imperativo definir um posicionamento político firme sobre esse e outros temas, de modo a evitar a repetição de situações problemáticas após os pleitos eleitorais.

“O diálogo não substitui a força combativa da Nova Democracia, motivo pelo qual, durante a conferência, serão igualmente discutidas questões que o partido considera essenciais, como a reconciliação e a unidade nacional. Nesse âmbito, a Nova Democracia encontra-se em processo de reestruturação, de modo a definir um posicionamento político claro sobre cada uma das temáticas que compõem este escrutínio, visando evitar a repetição de situações verificadas após as eleições gerais,” realçou Muchanga..

O presidente da Nova Democracia acusou, veementemente, os sucessivos governos da Frelimo de indiferença em relação à miséria dos moçambicanos, e apelou à intolerância contra a corrupção, sublinhando que a justiça não se pode coadunar com a impunidade.

“Não se combate a corrupção amando os corruptos e é aí onde emerge a necessidade de a nossa justiça ser justa”, afirmou, reforçando o foco do ND na luta anti-corrupção.

O evento debaterá temas cruciais como a boa governação, o sistema eleitoral, a Constituição da República, e abordará a Estratégia Plurianual 2026–2028. A Conferência será dirigida pela secretária-geral do partido, Adelena Badjia, e contará com os porta-vozes Albino Manguene e Armando Sérgio Mahumane.

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