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A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) revelou que já canalizou mais de 760 milhões de dólares para os cofres do Estado moçambicano, através do pagamento de rendas, impostos directos e dividendos ao accionista Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), desde o início da concessão do Porto de Maputo.
A informação foi avançada pelo CEO da empresa, Osório Lucas, durante a 2.ª Conferência sobre Parcerias Público-Privadas (PPPs), realizada recentemente em Maputo.
Segundo Osório Lucas, a MPDC opera actualmente oito terminais portuários, que movimentam diferentes tipos de carga, incluindo toros, carvão, viaturas, açúcar e carga geral.
“O Porto começou com cinco milhões de toneladas de carga manuseada em 2003 e hoje já fazemos 32 milhões de toneladas. São mais ou menos seis múltiplos de aumento”, afirmou.
O responsável destacou ainda que, ao longo do período de concessão, já foram investidos cerca de 900 milhões de dólares no desenvolvimento das infra-estruturas portuárias, contribuindo para o crescimento da cadeia logística e do volume de tráfego ao longo do corredor de Maputo.
No âmbito da expansão em curso, a capacidade do terminal de contentores deverá crescer de 255 mil TEUs para 530 mil TEUs, enquanto o terminal de carvão será ampliado para 12 milhões de toneladas. Já o terminal de carga geral deverá atingir uma capacidade de 13 milhões de toneladas.
Com estas obras, a MPDC prevê elevar a capacidade total do Porto de Maputo para 44 milhões de toneladas até finais de 2027.
Osorio Lucas sublinhou que os projectos em execução também têm impacto directo na economia nacional, referindo que mais de 71% dos fornecedores da empresa são locais. Só no ano passado, a MPDC gastou 78 milhões de dólares em procurement, dos quais 56 milhões foram direccionados a fornecedores moçambicanos.
No campo tecnológico, o CEO anunciou que está em curso a implementação do primeiro sistema “Port Community System” nos portos nacionais, permitindo que, dentro de dois anos, todos os processos de interacção entre o porto e terceiros sejam realizados digitalmente: “Hoje praticamente não usamos papel no Porto de Maputo”, concluiu.



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