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Quando o Banco Mundial abrir, na próxima semana, o Fórum sobre Fragilidades 2026, em Washington, haverá apenas um Chefe de Estado na sessão inaugural: o Presidente moçambicano, Daniel Chapo. O convite coloca Moçambique no centro de um debate internacional que reúne governos, organizações multilaterais, académicos e especialistas em segurança para discutir os desafios dos países afectados por conflitos, fragilidade institucional e violência armada.
A escolha não surge por acaso. Ao longo da última década, Moçambique tornou-se um dos casos mais estudados em África na intersecção entre desenvolvimento, terrorismo, deslocação forçada e construção da paz. O conflito em Cabo Delgado, que provocou centenas de milhares de deslocados e mobilizou respostas militares nacionais, regionais e internacionais, transformou o país num laboratório de políticas públicas para organizações que procuram compreender como comunidades vulneráveis podem resistir e recuperar de crises prolongadas.
Segundo a Presidência da República, Daniel Chapo irá partilhar a experiência moçambicana em matérias ligadas à prevenção e gestão de conflitos, à consolidação da paz e ao fortalecimento da resiliência comunitária.
O fórum decorre sob o lema “Acção Transformadora para os Lugares Mais Complexos do Mundo” e pretende promover uma maior articulação entre governos, financiadores e instituições que intervêm em territórios considerados frágeis.
A participação de Moçambique acontece num momento em que o debate internacional se desloca progressivamente da resposta militar para abordagens mais amplas, centradas no desenvolvimento económico, na inclusão social, na governação local e na criação de oportunidades para as populações afectadas por conflitos.



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