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Tal como o Evidências tinha previsto na sua edição de 262, de 16 de Junho, a FRELIMO veio esta quinta-feira, 24 de Julho, confirmar a renúncia de Margarida Mapandzene Chongo ao cargo de governadora da província de Gaza. A carta de renúncia foi apresentada na tarde de ontem (23), uma decisão que, segundo o partido, resulta de um “processo normal”.
O porta-voz da FRELIMO afirmou que a renúncia constitui um procedimento previsto na legislação e que caberá agora à Assembleia Provincial desencadear os mecanismos legais para a sua substituição.
“Este é um processo normal. Como devem calcular, a renúncia é um direito assistido nos termos da nossa legislação. Os governadores das províncias são eleitos dentro de uma lista. Competirá agora às entidades competentes, nomeadamente à Assembleia Provincial, entrar em acção e fazer o seu papel. Fazemos fé que quem quer que venha deve estar ciente de que está a entrar num contexto em que a FRELIMO precisa de materializar, efectivamente, o seu manifesto eleitoral, traduzido em programa de governação”, afirmou, Pedro Guiliche.
Questionado sobre a eventual relação entre a renúncia da governadora e o alegado desvio de donativos destinados às vítimas das cheias em Gaza, o porta-voz da FRELIMO evitou estabelecer qualquer ligação, reiterando apenas o compromisso do partido com o combate à corrupção.
“O compromisso da FRELIMO é com a integridade e com a concretização das grandes promessas eleitorais. O compromisso da FRELIMO é também com o combate à corrupção. Todos os supostos comentários que possam existir devem ser apreciados em sede própria”, argumentou.
Na mesma ocasião, Guiliche assegurou que a prioridade da FRELIMO continua centrada na implementação do programa de governação e na melhoria das condições de vida da população.
“Significa dizer que a nossa concentração neste momento é garantir que os manifestos eleitorais estão a ser transformados efectivamente em acções de governação para o nosso povo. Estamos a falar da melhoria das condições de saúde, de mais escolas, de mais electrificação, de melhores vias de acesso e, essencialmente, de um modelo de governação cujo foco é imponderar e impulsionar o desenvolvimento local. No momento oportuno, esclarecimentos adicionais poderão ser feitos”, concluiu.



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