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O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta Terça-feira, em Maputo, a necessidade de Moçambique abandonar o modelo económico baseado na exportação de matérias-primas e na importação de produtos transformados, sustentando que os recursos naturais devem impulsionar a industrialização, a criação de emprego e o desenvolvimento sustentável. O posicionamento foi apresentado na abertura da XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que decorre sob o lema “Produzir, Transformar e Competir: Construindo uma Economia Resiliente”.
O Chefe do Estado afirmou que Moçambique dispõe de recursos naturais suficientes para construir uma economia moderna, mas advertiu que o país continuará vulnerável enquanto se limitar a exportar matérias-primas sem lhes acrescentar valor.
“África habituou-se a exportar recursos e a importar riqueza. Moçambique não pode continuar refém deste modelo”, afirmou Daniel Chapo, defendendo que os recursos minerais devem dar origem a novas cadeias industriais capazes de dinamizar a economia nacional.
Segundo o Presidente, a transformação local dos recursos deve começar pelo aproveitamento estratégico do gás natural para impulsionar a industrialização, fomentar a produção de fertilizantes, viabilizar a construção de centrais eléctricas e criar novas oportunidades de negócio para as empresas moçambicanas.
Chapo defendeu igualmente uma nova visão para as infra-estruturas logísticas do país, sublinhando que os portos nacionais devem deixar de ser apenas pontos de escoamento de mercadorias para assumirem um papel de plataformas de comércio, logística e desenvolvimento regional.
“É assim que os recursos naturais deixam de ser apenas riqueza potencial e passam a ser prosperidade efectiva para o povo”, afirmou, acrescentando que este modelo permitirá construir uma economia mais moderna e gerar empregos em quantidade e qualidade para os moçambicanos.
O Presidente destacou ainda que, além da industrialização, o país enfrenta o desafio da competitividade num mercado cada vez mais globalizado.
“Hoje já não competimos apenas com os nossos vizinhos. Competimos com as grandes economias globais”, disse, defendendo a necessidade de aumentar a produtividade, a inovação e a capacidade das empresas nacionais para conquistarem mercados internacionais.



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