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O Fundo para o Fomento de Habitação (FFH) introduziu uma nova componente no Projecto Terra Infra-estruturada em Matutuíne, passando a disponibilizar casas prontas a habitar para os beneficiários sorteados da Urbanização de Chiakanimize. A medida visa complementar o modelo de atribuição de talhões infra-estruturados, oferecendo uma alternativa aos beneficiários que pretendam adquirir uma habitação concluída.
A nova modalidade consiste em moradias do tipo T2, padronizadas e prontas a habitar, ao custo de 1.500.000,00 meticais, com financiamento bonificado e prazo de pagamento de até 15 anos. A adesão é voluntária, cabendo a cada sorteado decidir entre construir a sua habitação por conta própria ou optar pela solução disponibilizada pelo FFH.
A Urbanização de Chiakanimize dispõe de 3.062 talhões infra-estruturados, destinados à habitação, serviços, comércio, equipamentos sociais, lazer e desporto. Na primeira fase do projecto foram sorteados 330 talhões, num processo que recebeu cerca de 2.700 candidaturas. Após a avaliação documental, foram aprovados 927 candidatos, dos quais 675 pertencem aos sectores privado e informal e 252 ao sector público.
A apresentação da nova solução habitacional ocorreu durante uma visita guiada às casas-modelo, realizada neste sábado, permitindo aos beneficiários conhecerem a tipologia, os acabamentos e as condições das moradias antes da assinatura do Termo de Manifestação de Interesse.
Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração do FFH. Amorim Pery, acompanhou a visita no terreno, onde partilhou da satisfação dos sorteados com a nova janela de oportunidade para a construção das suas casas. Durante a sua intervenção, o PCA avançou que continua em busca activa de parcerias estratégicas e explicou o impacto da introdução do modelo de cooperativa juvenil, reforçando que este mecanismo garante assistência técnica no processo de autoconstrução, segurança na posse da terra e maior organização comunitária.
A iniciativa enquadra-se nas prioridades do Programa Quinquenal do Governo (2025–2029), que prevê o alargamento do acesso à terra urbanizada, à habitação condigna e à criação de novas centralidades urbanas, reforçando o papel do Projecto Terra Infra-estruturada como um instrumento de promoção do desenvolvimento urbano e da inclusão habitacional.



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