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O presidente do MDM, Lutero Simango, condenou esta terça-feira o ataque contra uma atividade política do partido nos arredores de Joanesburgo, na África do Sul, alegadamente protagonizado por apoiantes, membros ou simpatizantes da ANAMOLA. O dirigente classificou o incidente como um atentado ao pluralismo político e ao Estado de Direito, exigindo a responsabilização dos autores.
De acordo com o líder do MDM, um grupo de indivíduos interrompeu o evento, intimidou e agrediu simpatizantes do partido, destruiu material de propaganda, incluindo panfletos, bandeiras, camisetas e capulanas, tendo posteriormente queimado todo o material.
Lutero Simango denunciou ainda que uma das organizadoras da atividade, identificada como “Rolita”, foi privada da liberdade, mantida refém durante algum tempo e despida das vestes que ostentavam símbolos do MDM.
O presidente do partido afirmou que existem áudios que, alegadamente, comprovam a planificação da ação, classificando o episódio como “um grave atentado contra a liberdade de reunião, a dignidade da pessoa humana, o pluralismo político e os princípios fundamentais do Estado de Direito democrático”.
O líder do MDM reiterou que o partido repudia “veementemente” todas as formas de violência política, manifestou solidariedade para com as vítimas, seus familiares e as comunidades afetadas, e apelou às autoridades competentes para que investiguem o caso e responsabilizem os autores.
ANAMOLA distancia-se
O partido ANAMOLA distanciou-se dos incidentes envolvendo alegados membros seus e militantes do MDM, ocorridos recentemente, condenando qualquer forma de violência política. Em comunicado assinado pelo secretário-geral, Messias Uareno, a formação política anunciou a abertura de uma investigação interna para apurar os factos e identificar eventuais responsáveis
Num comunicado oficial, assinado pelo secretário-geral do partido, Messias Uareno, a ANAMOLA diz ter tomado conhecimento das imagens e informações que circulam nas redes sociais sobre o incidente envolvendo pessoas que se apresentam publicamente como membros da organização e alegados membros do MDM.
A ANAMOLA sublinha ainda que não orienta, incentiva nem legitima qualquer forma de intolerância política, defendendo que as divergências de ideias devem ser resolvidas através do diálogo, do debate democrático e do respeito mútuo, nunca por meio da violência ou do constrangimento.



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