Frelimo aponta independência económica como o grande desafio dos próximos 50 anos

DESTAQUE POLÍTICA
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A conquista da autonomia financeira e produtiva foi apontada pelo Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, como a principal missão geracional de Moçambique para o próximo meio século, durante a abertura da 11ª Conferência Nacional de Quadros, em Chimoio. O evento marca um intervalo de dez anos desde a realização da última conferência do género, em 2016, reunindo centenas de delegados e convidados internacionais.

Ao discursar perante os participantes, Daniel Chapo destacou a necessidade de transitar da soberania política conquistada em 1975 para uma fase de soberania económica efetiva. A estratégia passa por valorizar o capital humano e o potencial produtivo interno.

“Se os primeiros 50 anos foram marcados pela conquista e consolidação da independência moçambicana, os próximos 50 anos devem ser orientados na conquista da independência económica, que é o grande desafio geracional do nosso tempo”, enfatizou o líder do partido.

O Presidente da Frelimo defendeu que a industrialização e o aproveitamento sustentável dos recursos extractivos devem gerar benefícios directos para a população. A retenção de valor no país surge como eixo central desta visão de desenvolvimento.

“A independência económica que apregoamos deve permitir ao nosso país transformar os recursos naturais de que somos dotados, o conhecimento dos nossos cidadãos e a capacidade produtiva das nossas instituições em riqueza nacional, em benefício do povo moçambicano”, acrescentou Daniel Chapo.

A agenda dos trabalhos concentra-se nas reformas necessárias para transformar a estrutura económica do país e garantir maior justiça social. Os debates ocorrem num momento de reflexão sobre os 50 anos da independência nacional.

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