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O ambiente macroeconómico em Moçambique registou uma ligeira melhoria no segundo trimestre de 2026, com o respectivo índice a subir de 55% para 58%, num período ainda marcado por constrangimentos no abastecimento de combustíveis, restrições no mercado cambial e outros factores que continuam a pressionar a actividade empresarial.
O facto foi avançado, esta quinta-feira, em Maputo, pelo presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, durante a 22.ª edição do Economic Briefing, dedicado ao desempenho empresarial do segundo trimestre de 2026 e às perspectivas para os próximos meses.
Segundo Massingue, a melhoria do ambiente macroeconómico foi sustentada pelo ligeiro aumento da procura agregada, pelo aumento moderado do índice geral de preços, pela manutenção da estabilidade cambial e pela evolução favorável das taxas de juro do mercado, com impacto no acesso ao crédito.
“Do ponto de vista macroeconómico, verificou-se uma aceleração da actividade económica, traduzida no aumento do Índice do Ambiente Macroeconómico, que passou de 55% para 58% entre o I e o II Trimestres de 2026, ancorado no aumento ligeiro da procura agregada, no aumento moderado do índice geral de preços, na manutenção da estabilidade de câmbio, bem como na evolução favorável das taxas de juro do mercado com impacto no acesso ao crédito”, disse Massingue.
Apesar desta evolução, o presidente da CTA alertou que persistem desafios estruturais que condicionam o desempenho das empresas, destacando o aumento de cerca de 46% no preço do gasóleo e as dificuldades de acesso a moeda externa.
no mesmo período, o Índice de Robustez Empresarial também subiu, embora apenas de 26% para 27%, enquanto os prejuízos médios por unidade produzida baixaram de 522 para 483 meticais.
“São sinais ainda modestos, mas importantes. Demonstram que o sector privado moçambicano continua a revelar capacidade de resistência e adaptação. Contudo, não podemos interpretar esta melhoria como sinal de que os problemas estruturais estejam ultrapassados”, afirmou.
Outro desafio que continua a merecer atenção é o mercado cambial: “As dificuldades de acesso à moeda externa continuam a limitar a capacidade das empresas de importar matérias-primas, equipamentos, combustíveis e outros insumos essenciais à produção”, reiterou.



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