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O presidente do partido Nova Democracia (ND), Salomão Muchanga, anunciou a realização de uma visita de trabalho a Portugal, agendada para decorrer entre 19 e 27 deste mês, atendendo ao convite da Casa de Moçambique. A viagem internacional visa reforçar a intervenção diplomática do partido, captar parcerias estratégicas, bolsas de estudo para jovens moçambicanos e participar nas reuniões preparatórias da II Conferência Internacional sobre Paz e Democracia nos Países da CPLP, que terá lugar em Lisboa no próximo ano.
Salomão Muchanga revelou uma agenda intensa de contactos políticos com a democracia portuguesa, incluindo encontros na sede nacional do Partido Social Democrata (PSD) e do CDS-PP, além de reuniões com a vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Regina Bastos, e com entidades académicas e empresariais.
Detalhando os objectivos da deslocação e a perspetiva de actuação internacional da formação política, o líder da Nova Democracia sublinhou a necessidade de fortalecer laços e construir alianças para promover a mudança política no país.
“Estamos aqui a dizer que a nova democracia luta por dentro e por fora do país. E teremos de alcançar mais países amigos, mais organizações amigas para que nos próximos anos esta plataforma organizacional da mudança possa, portanto, ganhar novo eco. Mas, também esta visita é uma visita diplomática, porque os esforços que estamos a conduzir, visa também fazer compreender o mundo sobre o valor da luta da nova democracia,” disse.
Paralelamente, o líder do ND abordou a recente remodelação no Ministério da Educação e Cultura, sustentando que a substituição de quadros governamentais não resolverá os problemas estruturais do ensino enquanto o modelo político de governação permanecer inalterado.
“Porque se formos a ver, ainda que tenhamos que felicitar quem foi nomeado ou felicitar quem nomeou, não há necessariamente certeza de uma mudança real na educação. Porque o problema de Moçambique não são os dirigentes dos ministérios. O problema é o sistema. É preciso remover o sistema para garantir que de facto haja mudança no país,” defendeu



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